Azeite, vinho e mais: confira lista de produtos que podem ficar mais baratos com o acordo Mercosul-UE
Tarifas de importação serão reduzidas gradualmente até zerarem em diversos itens

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
O acordo entre Mercosul e União Europeia, ratificado nesta sexta-feira (9), pode baratear produtos importados no Brasil. Com a entrada em vigor do acordo, as tarifas de importação serão reduzidas gradualmente até zerarem em diversos itens.
Entre os principais exemplos, estão:
- Azeite: tarifa atual de 10%, com redução até zero
- Vinho: tarifa atual de 35%, com redução até zero
- Outras bebidas (exceto vinho): tarifas de até 35%, com redução até zero
- Chocolate: tarifa atual de 20%, com redução até zero
- Queijos: tarifa atual de 28%, zerada até uma cota de 30 mil toneladas
- Leite em pó: tarifa atual de 28%, zerada até uma cota de 10 mil toneladas
- Fórmulas infantis: tarifa atual de 18%, zerada até uma cota de 5 mil toneladas
A redução dos preços não acontecerá de forma imediata, mas ao longo dos anos, à medida que as etapas do acordo avancem.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou nesta sexta-feira (9) a aprovação provisória, pelos países da União Europeia, do acordo comercial entre o Mercosul e o bloco europeu. Segundo ele, trata-se de um “dia histórico” para o multilateralismo e para o comércio internacional. A sinalização política dos países europeus abre caminho para a assinatura do tratado, negociado há mais de 25 anos. O acordo tem apoio de setores empresariais, mas ainda enfrenta resistência de produtores rurais europeus, sobretudo na França.
“Dia histórico para o multilateralismo. Após 25 anos de negociação, foi aprovado o Acordo entre Mercosul-União Europeia, um dos maiores tratados de livre comércio do mundo”, afirmou Lula nas redes sociais.
O presidente destacou que os blocos somam cerca de 718 milhões de pessoas e um PIB de US$ 22,4 trilhões. Para Lula, a decisão ocorre em um cenário internacional marcado por “crescentemente protecionismo e unilateralismo”, e representa uma sinalização a favor do comércio internacional como fator de crescimento econômico. Ele disse ainda que o acordo deve ampliar exportações brasileiras, estimular investimentos europeus e simplificar regras comerciais.


