Beleza San Lazzaro

A alopécia androgenética, popularmente conhecida como calvície, é uma queixa muito comum no dia a dia do consultório do dermatologista. Sabe-se que existe uma predisposição genética e que outros fatores também podem estar envolvidos para o seu desenvolvimento. Homens e mulheres podem ser acometidos, podendo as alterações iniciarem já na puberdade e ir progredindo com a idade, ficando mais evidente ao redor dos 50 anos.

Nas mulheres, é importante excluir alterações hormonais, como ocorre na síndrome dos ovários policísticos, que podem necessitar de tratamentos complementares para prevenir a evolução do quadro. Diante disso, identificar e definir um tratamento precocemente, é a melhor forma de conseguir melhorar o prognóstico a longo prazo e obter um resultado estético satisfatório. Mas como podemos notar essa alteração? A principal forma de percebê-la é quando há um aumento da visualização do couro cabeludo, principalmente enquanto o cabelo está molhado.  Com a tricoscopia realizada em consultório, podemos identificar melhor alguns parâmetros que nos fortalecem o diagnóstico desta alopécia, dentre eles o afinamento dos fios. Quando necessário, em caso de dúvidas com outras causas de alopécias, pode-se fazer uma biópsia para confirmação diagnóstica.

Uma associação comum e que muitas vezes agrava o quadro clínico é quando ocorre um aumento da queda diária dos fios, que denominamos de eflúvio telógeno, que pode ocorrer após a gestação, uso ou interrupção de algumas medicações, infecções , deficiências nutricionais, alterações metabólicas e após cirurgias.  Nesse momento o tratamento deve ser ainda mais intensificado. Quanto ao tratamento, busca-se estabilizar e melhorar a evolução do quadro , tanto com medicações quanto com procedimentos.

Dentre as medicações, as mais estudadas são a finasterida e o minoxidil. O primeiro age inibindo a produção do metabólito ativo mais importante no processo da calvície . O último, age favorecendo o crescimento dos fios, podendo ser usado tanto oral como topicamente. Em casos resistentes ou mais intensos, podemos associar procedimentos capazes de estimular a formação de fatores de crescimento e prolongar a fase do crescimento do fio, sendo esses: microagulhamento, mesoterapia e microinfusão de medicamentos.

O microagulhamento é um procedimento no qual a área calva é perfurada em diversas direções por aparelho com múltiplas agulhas, numa profundidade ideal para essa região. Na mesoterapia e na microinfusão de medicamentos,  substancias selecionadas são aplicadas no couro cabeludo. O número de sessões varia de acordo com o grau de acometimento de cada paciente, sendo a maioria realizada mensalmente . Já o transplante capilar seria  uma opção para casos mais extensos e refratários. O tratamento deve ser sempre individualizado, levando-se em consideração a intensidade da alopécia e o histórico pessoal de cada paciente. O resultado tende a ser observado com o tempo e a associação de tratamentos pode acelerar essa resposta. Importante é ser persistente e manter o acompanhamento constante com seu dermatologista que pode definir a melhor conduta.


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