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6 em cada 10 não souberam que Senado rejeitou indicado de Lula ao STF, aponta Datafolha

Foram ouvidas 2.004 pessoas em 139 municípios de todo o país, na última terça-feira (12) e quarta-feira (13).

Por FolhaPress
Às

 6 em cada 10 não souberam que Senado rejeitou indicado de Lula ao STF, aponta Datafolha

Foto: Ricardo Stuckert/PR

RENATA GALF 

 Tida como uma derrota histórica do governo, a rejeição do indicado pelo presidente para o STF (Supremo Tribunal Federal) não chegou ao conhecimento de mais da metade da população, conforme aponta a mais recente pesquisa do Datafolha.

Segundo levantamento do instituto, 59% das pessoas não ficaram sabendo que o advogado-geral da União, Jorge Messias, teve seu nome barrado para a vaga aberta na corte pelo Senado Federal, no último dia 29. Dentre os outros 41% que disseram ter tomado conhecimento, 19% afirmaram estar bem informados, 18% mais ou menos informados, e 4% mal informados.

A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, quando considerada a amostra total de entrevistados. Foram ouvidas 2.004 pessoas em 139 municípios de todo o país, na última terça-feira (12) e quarta-feira (13), e foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-00290/2026.

Entre os que souberam do episódio, 53% afirmam que a rejeição de Messias deixou o governo mais fraco, enquanto 7% dizem que ficou mais forte. Por outro lado, 36% são os que consideram que a rejeição não interferiu na força do governo e outros 4% não opinaram.

A margem erro da parcela dos entrevistados que tomaram conhecimento da rejeição é de 3 pontos. Apesar de a indicação de Messias ter sido tratada como um aceno aos evangélicos, o nível de conhecimento à rejeição é o mesmo nesse segmento na comparação com a população em geral: em ambos os grupos 59% dizem não ter ficado sabendo do ocorrido.

Entre os eleitores de Lula, são 61% os que não tomaram conhecimento da rejeição, valor superior aos eleitores de Flávio, entre os quais essa taxa é de 50%. Já entre quem diz que vai votar em branco, nulo ou em nenhum candidato nas eleições deste ano, esse índice chega a 72%.

Foi a primeira vez que o Senado rejeitou a indicação de um presidente da República para o STF desde 1894, quando cinco nomes escolhidos por Floriano Peixoto para o tribunal foram barrados. Messias foi rejeitado por 42 senadores, número próximo do que seria necessário para aprovação de seu nome, que seria de 41 parlamentares. O indicado de Lula, porém, só alcançou 34 votos a favor.

Apesar da derrota, Lula disse a aliados que pretende reenviar o nome de Messias para a vaga, com a intenção de reafirmar que a escolha é uma prerrogativa do presidente da República. Tal hipótese pode resultar numa briga judicial ou significar que o STF, de fato, seguirá com um ministro ao menos até  2027. Isso porque uma regra do Senado de 2010 impede que uma nova indicação do mesmo nome se dê ainda este ano.

Para além da variável de que Lula pretente insistir em Messias, está também sobre a mesa a possibilidade de que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), trave a análise de uma nova indicação neste ano, mesmo num cenário em que Lula envie outro nome para a vaga.

Alcolumbre, que tinha um outro favorito para a vaga, patrocinou a derrota do nome de Messias, resultado de uma série de fatores, entre eles a influência do bolsonarismo que tem nas críticas da corte uma bandeira eleitoral. Já durante a sabatina de Messias, a defesa de que a vaga deixada por Luís Roberto Barroso seja preenchida apenas no próximo mandato, por quem ganhar as eleições, foi feita pelo senador Sergio Moro (PL-PR), nome que concorrerá com apoio de Flávio ao governo do Paraná.

Em resposta, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) fez crítica contundente a tal discurso, classificando-o como um esvaziamento dos poderes do presidente, e fazendo alusão inclusive aos movimentos de cunho golpista que culminaram no 8 de Janeiro.

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