"Acha que segunda já tenho que estar fora?": Vorcaro questionou Moraes sobre a possibilidade de deixar o Brasil
Segundo as investigações, há possibilidades de Moraes ter vazado informações sobre o avanço da Compliance Zero

Foto: Reprodução: Rosinei Coutinho/STF
O caso Master ganhou novos capítulos após mensagens obtidas pela Polícia Federal indicar que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foi consultado por Daniel Vorcaro, em novembro de 2025, sobre o risco de prisão e a possibilidade de deixar o Brasil. As mensagens foram divulgadas pelo Estadão.
Após troca de conversas, a PF prendeu Vorcaro no Aeroporto Internacional de São Paulo quando tentava embarcar em um jato particular, que teria como destino o pequeno país de Malta. Logo após, iria para Dubai e Emirados Árabes Unidos, onde ele buscava realizar a venda do Banco Master. A Polícia Federal entende que Vorcaro pretendia fugir.
"Acha que segunda já tenho que estar fora?", escreveu Daniel Vorcaro ao ministro, no dia 15 de novembro. A troca de mensagens entre o banqueiro e Moraes é citada por investigadores como indício de que o ministro vazava avanço da Operação Compliance Zero.
Nas vésperas da prisão, Daniel Vorcaro voltou a questionar o ministro. ""Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?", perguntou no dia 16 de novembro, quando a ordem de prisão ainda não havia sido assinada pela 10ª Vara Federal do Distrito Federal.
Ainda não é possível saber se Moraes respondeu ou não ao ex-banqueiro.
Ainda de acordo com as investigações, o ministro trocava conteúdos com Vorcaro por meio de visualização única e por captura de tela, com textos redigidos no aplicativo notas do celular, o que preservou apenas imagens enviadas por Vorcaro.
Alexandre de Moraes pode ser investigado
O ministro André Mendonça avalia incluir Moraes nas investigações do caso Master. Nesta terça-feira (1º), Mendonça retirou o sigilo da ação relacionada à investigação sobre o Banco Master, Daniel Vorcaro, e às mensagens trocadas com Moraes.
A decisão foi tomada por meio da petição 16.662. Mendonça afirmou que os novos elementos deverão ser analisados pelo Plenário do Supremo.



