Advogado da Petrobras deve ser anunciado ministro da Justiça nesta semana
Lula já afirmou a auxiliares que avalia a nomeação de Lima e Silva para o cargo

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
CATIA SEABRA E RAQUEL LOPES
O presidente Lula (PT) deve anunciar ainda nesta semana a escolha do advogado Wellington César Lima e Silva para comandar o Ministério da Justiça e Segurança Pública, segundo aliados.
Lula já afirmou a auxiliares que avalia a nomeação de Lima e Silva para o cargo, e a expectativa no Palácio do Planalto é que o anúncio seja formalizado nos próximos dias.
Hoje à frente do departamento jurídico da Petrobras, por indicação do próprio Lula, Lima e Silva estreitou a relação com o presidente nos 18 meses em que ocupou a Secretaria de Assuntos Jurídicos da Presidência da República.
Despachava quase diariamente com Lula, na função de análise de atos da Presidência e avaliação de indicações e preparo de despachos, entre outros.
Seis anos depois, em meio ao processo de impeachment de Dilma Rousseff, chegou a assumir o Ministério da Justiça, mas ficou no cargo apenas por 14 dias.
A posse foi anulada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), sob a interpretação de que um integrante do Ministério Público não pode ocupar função no Executivo.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), é apontado como o principal articulador da indicação, que também contou com a simpatia do ministro da Casa Civil, Rui Costa.
No ano passado, Costa e o cotado chegaram a divergir diante de Lula sobre encaminhamentos, mas se reconciliaram.
O ministro-chefe da Secom, Sidônio Palmeira, é apontado como outro simpatizante de Lima e Silva.
Próximo ao PT da Bahia, Silva foi nomeado em 2010 para o comando do Ministério Público estadual, durante a gestão de Jaques Wagner no governo baiano.
O posto de ministro da Justiça foi deixado por Ricardo Lewandowski, que teve a exoneração publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira (9).
Lewandowski encerrou uma gestão de quase dois anos. Embora tenha chegado à pasta com elevado capital, ele se despede sem uma marca própria consolidada e com os principais projetos ainda em tramitação no Congresso.
Mesmo com a saída, a equipe atual se comprometeu a permanecer até que o novo nome escolhido pelo presidente tome posse e seja feita a transição.
Lula nomeou o secretário-executivo do ministério, Manoel Carlos de Almeida Neto, para comandar a pasta até a escolha do novo titular.


