Alckmin reage a nova proposta de tarifa adicional de 12,5% dos EUA: "Não é adequada"
Proposta anunciada pelo USTR busca impor uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros importados

Foto: Júlio César Silva/MDIC
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) comentou, nesta quarta-feira (3), a conclusão de mais uma investigação comercial do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que tem o Brasil e outros 59 países como foco. A proposta busca impor uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros importados. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles.
A proposta foi anunciada pelos EUA na noite de terça-feira (2), apenas um dia após o USTR recomendar tarifa adicional de 25% sobre importações do Brasil. A investigação questiona diversas práticas comerciais brasileiras, incluindo o Pix.
Após o anúncio, as medidas serão submetidas a consultas e audiências públicas, previstas para julho, antes da decisão final do governo Trump.
"São 60 países. A União Europeia inteira está incluída nisso. Não é adequado. Qual o caminho? O caminho é do diálogo, que é o que o presidente Lula tem feito. É avançar no diálogo. Não houve nenhuma efetivação de aumento de tarifa. Isso foi uma proposta da USTR, e nós vamos trabalhar para não convertê-la em aumento tarifário", declarou o vice-presidente.
Mais cedo, o Palácio do Planalto emitiu uma nota criticando a medida. Na declaração, o governo manifestou “profunda discordância” com o resultado da investigação e alegou ser “lamentável que tema tão relevante como o da proteção de condições dignas para milhões de trabalhadores e trabalhadoras seja desvirtuado para servir de justificativa a medidas protecionistas unilaterais”.


