Alexandre de Moraes manda Bolsonaro depor presencialmente em inquérito de arma
Ex-presidente cumpre prisão domiciliar em condomínio de luxo em Brasília

Foto: Agência Brasil/Fabio Pozzebom
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou nesta sexta-feira (19) que a Polícia Civil do Distrito Federal colha o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no inquérito que investiga a apreensão de uma arma de fogo durante uma blitz no início da semana.
A pistola, registrada em nome de Bolsonaro, foi encontrada no carro de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) responsável por sua segurança. A arma foi apreendida porque não estava acompanhada do certificado de registro no momento da abordagem.
Inicialmente, a Polícia Civil havia solicitado autorização para ouvir o ex-presidente por videoconferência na próxima quarta-feira (24). Moraes, no entanto, determinou que o depoimento seja presencial e realizado no condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, na próxima terça-feira (23), sob o argumento de que há restrição legal ao uso de comunicações eletrônicas.
Entenda o caso
A arma apreendida é uma pistola Glock 9mm. Ela seria levada para manutenção, mas acabou recolhida durante uma blitz da Polícia Militar em Brasília, na segunda-feira (15).
Embora esteja registrada no sistema do Exército em nome de Bolsonaro, a Polícia Civil justificou a apreensão pelo fato de o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) não estar no veículo no momento da abordagem. O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal.


