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Aliado de Flávio Bolsonaro, deputado eleito é preso em operação que investiga esquema de R$ 7,6 bilhões

Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, foi preso pela PF na oitava fase da Operação Unha e Carne

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Atualizado
Aliado de Flávio Bolsonaro, deputado eleito é preso em operação que investiga esquema de R$ 7,6 bilhões

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo, foi preso pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (15), durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro. O delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil, também foi detido na ação, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo uma rede de postos de combustíveis.

As prisões foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e representam um novo desdobramento das investigações iniciadas em fases anteriores da operação. O grupo investigado teria movimentado R$ 7,6 bilhões em seis anos, segundo informações levantadas a partir de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras.

PF cumpre mandados em sete cidades do Rio

Nesta quinta-feira, os agentes saíram para cumprir seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios.

Além das prisões, a decisão judicial determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas investigadas. A maioria dos estabelecimentos está ligada ao setor de combustíveis.

A apuração busca esclarecer a atuação de uma organização criminosa suspeita de utilizar postos de gasolina para movimentar recursos de origem ilícita, com possível participação de agentes públicos.

Segundo a Polícia Federal, os investigados poderão responder por organização criminosa, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além de outros crimes que venham a ser identificados durante as investigações.

Canella já havia sido alvo da operação em julho

A nova prisão ocorre após a sexta fase da Operação Unha e Carne, realizada em julho de 2026. Na ocasião, Márcio Canella e Marcus Amim foram alvos de mandados de busca e apreensão no âmbito da investigação sobre a rede de postos de combustíveis.

Canella acabou preso em flagrante naquele dia, depois que agentes encontraram um fuzil em seu veículo durante o cumprimento das diligências. Posteriormente, Alexandre de Moraes determinou que ele respondesse em liberdade, mediante medidas cautelares.

A investigação sobre a movimentação financeira do grupo continuou avançando nos meses seguintes, resultando em novas etapas da operação.

Operação também levou à prisão de vereador em setembro

Em setembro, a sétima fase da Unha e Carne resultou na prisão do vereador do Rio de Janeiro Jorge Canella (União Brasil), após a Polícia Federal encontrar armas de uso restrito durante buscas.

A ação fez parte das diligências relacionadas à investigação conduzida pelas autoridades federais no estado.

Investigação começou após relatório do Coaf

As apurações tiveram início após um relatório de inteligência financeira encaminhado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras à Polícia Federal. O documento apontou movimentações de R$ 7,6 bilhões atribuídas ao grupo investigado ao longo de seis anos.

A operação também está relacionada às determinações do Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que estabeleceu medidas para a investigação de possíveis relações entre agentes públicos e organizações criminosas no Rio de Janeiro.

A nova fase busca avançar na apuração das suspeitas e identificar a participação dos investigados no esquema. As responsabilidades individuais ainda dependem do andamento das investigações e das decisões judiciais.

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