Alta na procura por proteínas nos EUA encarece carne bovina e aumenta consumo de frango
Rebanho reduzido pressiona preços da carne vermelha, enquanto opções mais baratas ganham espaço entre consumidores

Foto: Pixabay/Pexels
O aumento da procura por alimentos ricos em proteínas tem provocado mudanças no mercado de alimentos dos Estados Unidos. A carne bovina ficou mais cara, enquanto o frango mantém liderança no consumo. As informações são da reportagem do jornal The New York Times, reproduzida pela Folha de S.Paulo.
A tendência é impulsionada pela busca por dietas com maior teor de proteínas e pelo uso de medicamentos para emagrecimento, como os da classe GLP-1. Esses tratamentos têm levado consumidores a aumentar a ingestão proteica para preservar a massa muscular durante a perda de peso.
A carne bovina está entre os produtos mais afetados. Com o rebanho norte-americano no menor nível em décadas, os bifes custam cerca de US$ 13 por libra (454 gramas), enquanto a carne moída se aproxima de US$ 7. Nos últimos dois anos, o preço dos bifes acumulou alta de 16,6%.
Apesar do encarecimento, a previsão é que o consumo de carne bovina chegue a 27 quilos por pessoa em 2026, acima dos 25 quilos registrados em 2014.
Já o frango continua sendo a carne mais consumida no país, principalmente pelo preço mais acessível. O frango inteiro custa aproximadamente US$ 2 por libra, e a expectativa é que o consumo alcance 49 quilos por pessoa neste ano.
Outras fontes de proteína apresentam resultados diferentes. O consumo de carne suína permanece próximo de 22,7 quilos anuais por pessoa, enquanto a estimativa para os ovos é de 270 unidades por habitante em 2026.
Os pescados também enfrentam pressão sobre os preços. Cerca de 80% dos peixes e frutos do mar consumidos nos Estados Unidos são importados, e os preços desses produtos registraram alta de 6,9% no período de 12 meses citado pela reportagem.
As alternativas vegetais à carne, por outro lado, enfrentam dificuldades para conquistar consumidores. A Beyond Meat, uma das principais empresas do setor, registrou queda de 8,2% na receita trimestral e redução de 9,5% no volume comercializado.


