Alvo de escândalo de corrupção na Prefeitura de Salvador, Luciano Sandes se diz inocente
Em nota, ex-secretário afirmou que decidiu deixar o cargo para se dedicar à defesa

Foto: Divulgação/Valter Pontes
O ex-secretário municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro de Salvador, Luciano Sandes, afirmou nesta terça-feira (14), em seu primeiro posicionamento após ser alvo de uma operação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que é inocente e que pediu exoneração do cargo para se dedicar integralmente à própria defesa.
A investigação apura um suposto esquema de fraude em licitações, direcionamento de contratos, superfaturamento de pagamentos e ocultação de movimentação de recursos, que teria causado prejuízo estimado em R$ 38,3 milhões à Prefeitura de Salvador ao longo de 10 anos.
De acordo com o Ministério Público, a fraude teria acontecido em contratos firmados pela Secretaria Municipal de Manutenção (Seman) e pela Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal). À época dos fatos investigados, Luciano Sandes comandava a Seman.
Em nota, o ex-secretário afirmou ter recebido "com surpresa" a operação deflagrada na segunda-feira (13). Apesar disso, disse manter serenidade e confiança de que, ao fim das investigações, sua inocência será comprovada.
Afastamento e prisão
O Ministério Público da Bahia pediu o afastamento de Luciano Sandes da Prefeitura de Salvador e do vereador Gordinho da Favela (PP), também alvo da operação.
Além do afastamento, o MP-BA solicitou as prisões preventivas do ex-secretário e do vereador. No entanto, os pedidos não foram acatados pela Justiça.
Eles são investigados por fraudes em licitações, peculato, lavagem de dinheiro e corrupção e estão proibidos de manter contato durante o curso das investigações.
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