Ana Marcela Cunha bate recorde sul-americano ao completar travessia do Canal da Mancha
A tradicional travessia é considerada a mais difícil da natação em águas abertas.

Foto: Jonne Roriz/COB
A baiana e campeã olímpica, Ana Marcela Cunha, conquistou mais um grande feito na natação em águas abertas. Nesta quarta-feira (22), Ana completou a travessia dos 37km do Canal da Mancha, que separa a Inglaterra da França em 8h25m29s e estabeleceu o recorde sul-americano entre homens e mulheres.
O grande objetivo desta temporada para Ana Marcela era completar a tradicional travessia que é considerada a mais difícil da natação em águas abertas por conta das correntes marítimas, do tráfego intenso de embarcações, das mudanças da maré e da incerteza das condições climáticas. A baiana tinha entre os dias 20 a 29 de julho para completar a travessia e conseguiu realizar no segundo dia da janela.
As condições climáticas estavam favoráveis nesta quarta com temperaturas em torno de 23ºC e a temperatura da água em torno de 19ºC.
Como roupas térmicas não são permitidas para homologação de recordes, Ana cobriu o corpo com pasta de lanolina, um produto natural extraído do lã da ovelha, usado na natação em águas abertas como isolante térmico, impermeabilizador e antiatrito, prevenindo assaduras.
Um árbitro representante do Guinness World Records responsável pela homologação, junto com o técnico de Ana, Kafu, um barqueiro, um videomaker e Igor Souza, guia brasileiro que é referência no Canal da Mancha acompanharam a baiana a bordo de um barco.
Cunha não tinha o objetivo de bater o recorde mundial, apesar de ter um representante do Guinness no barco. Em 2006, a tcheca Yvetta Hlavácová completou a travessia em 7h25min, e tem o recorde feminino. O alemão Andreas Waschburger, com 6h45min em 2023, tem a melhor marca entre os homens.


