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Ana Maria Braga e o envelhecimento sem culpa: O que é ser dona de si em uma fase da vida que tantas mulheres temem!

Especialista em autodesenvolvimento e autoamor, Renata Fornari, explica por que a maturidade pode ser o momento mais poderoso para uma mulher

Por Michel Telles
Às

Atualizado
Ana Maria Braga e o envelhecimento sem culpa: O que é ser dona de si em uma fase da vida que tantas mulheres temem!

Foto: Redes Sociais

Ao falar com naturalidade sobre envelhecimento e autoestima, Ana Maria Braga voltou a tocar em um tema que atravessa gerações de mulheres: a dificuldade de manter uma boa relação consigo mesma em uma sociedade que valoriza tanto a juventude.

A apresentadora, que aos 77 anos costuma compartilhar reflexões sobre aceitação, bem-estar e qualidade de vida, representa uma mudança importante na forma como muitas mulheres enxergam a passagem do tempo. Em vez de esconder as marcas da idade, ela demonstra que é possível viver essa fase com segurança, leveza e autenticidade. “Cada linha no rosto é um capítulo na nossa história. Cada sinal é uma medalha. Quanto mais o tempo passa, mais a gente se sente dona da própria beleza. Sem precisar da validação de ninguém. Eu sinto que eu tô melhor hoje do que já tive”, disse a apresentadora.

Para Renata Fornari, especialista em autodesenvolvimento e autoamor, a verdadeira autoestima nasce quando a mulher deixa de buscar aprovação externa e passa a reconhecer o próprio valor. "Existe um momento na vida em que percebemos que não precisamos mais provar nada para ninguém. É quando entendemos que a nossa força não está em corresponder às expectativas dos outros, mas em sermos fiéis a quem realmente somos. Isso é ser dona de si”.

Segundo a especialista, muitas mulheres passam anos condicionadas a acreditar que precisam atender determinados padrões para se sentirem bonitas, desejadas ou valorizadas. Com o amadurecimento, porém, surge a oportunidade de construir uma relação mais verdadeira consigo mesmas. "A maturidade convida a mulher a olhar para a própria história com mais carinho. Cada experiência vivida, cada desafio superado e cada marca carregam aprendizados que ajudam a construir quem ela é hoje. Quando existe esse reconhecimento, a autoestima deixa de depender do espelho”.

Renata ressalta que autoamor não significa ausência de inseguranças, mas a capacidade de se acolher mesmo diante delas. "Autoamor é parar de se tratar como inimiga. É entender que você não precisa ser perfeita para merecer respeito, amor ou admiração. Quando a mulher aprende isso, ela deixa de viver tentando se encaixar e começa a viver de forma mais livre”.

Na avaliação da especialista, um dos maiores ganhos da maturidade é justamente a possibilidade de abandonar personagens construídos para agradar os outros. "Muitas vezes passamos anos ocupando papéis que não refletem nossa essência. Ser dona de si é ter coragem para se escolher, para se ouvir e para fazer escolhas alinhadas com aquilo que faz sentido para a própria vida”.

Para Renata, o exemplo de Ana Maria Braga ajuda a reforçar uma mensagem importante para mulheres de todas as idades: envelhecer não significa perder valor. "Quando uma mulher entende que seu valor não está na idade, na aparência ou na aprovação externa, ela encontra uma liberdade que ninguém pode tirar. E essa liberdade é uma das maiores conquistas que podemos alcançar”.

Em um momento em que a pressão estética ainda afeta milhões de brasileiras, histórias como a de Ana Maria Braga mostram que autoestima não é uma questão de idade, mas de relação consigo mesma. "E quando a mulher se reconhece, se respeita e se acolhe, ela para de pedir permissão para existir. É aí que ela assume a própria história e se torna, de fato, dona de si", finaliza Renata Fornari.

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