Após ameaças dos EUA, países europeus afirmam que permaneceram unidos em defesa da Groenlândia
Em comunicado conjunto, as nações destacaram o compromisso com a soberania

Foto: Reprodução/Pixabay
Oito países europeus afirmaram neste domingo (18) que permanecerão unidos diante das ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relacionadas à presença militar europeia na Groenlândia e à oposição ao controle norte-americano sobre o território.
Em comunicado conjunto, as nações destacaram o compromisso com a soberania, a integridade territorial e o fortalecimento da segurança no Ártico.
Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Países Baixos, Noruega, Suécia e Reino Unido ressaltaram que a resposta às declarações de Trump será coordenada e baseada no diálogo. Segundo o texto, os países estão abertos a conversas, desde que sejam respeitados os princípios que regem o direito internacional e a soberania dos Estados envolvidos.
Os governos europeus também explicaram que o envio de militares à Groenlândia ocorre no contexto de uma missão de reconhecimento ligada ao exercício dinamarquês Arctic Endurance, realizado em cooperação com aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). De acordo com o comunicado, a operação não representa ameaça a outros países e tem caráter defensivo.
As nações criticaram ainda as intimidações feitas pelo presidente norte-americano, afirmando que esse tipo de postura prejudica as relações transatlânticas e pode provocar uma escalada de tensões considerada perigosa.
No sábado (17), Trump ameaçou impor novas tarifas alfandegárias aos países europeus que enviaram soldados à Groenlândia.
A sobretaxa anunciada é de 10%, com previsão de entrada em vigor em 1º de fevereiro, podendo chegar a 25% a partir de 1º de junho, caso não haja acordo sobre a venda do território aos Estados Unidos.
O presidente republicano tem reiterado o interesse em assumir o controle da Groenlândia, território autônomo sob soberania da Dinamarca, localizado em área estratégica do Ártico e com cerca de 50 mil habitantes.
As declarações voltaram a gerar reação internacional e reacenderam o debate sobre segurança, soberania e disputas geopolíticas na região.


