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Após críticas sobre desnutrição de crianças, Prefeitura de Salvador compra cerca de 500 toneladas de frutas para escolas

Autorizações somam R$ 1,78 milhão e foram publicadas após denúncias sobre alimentação oferecida a alunos da rede

Por Da Redação
Às

Atualizado
Após críticas sobre desnutrição de crianças, Prefeitura de Salvador compra cerca de 500 toneladas de frutas para escolas

Foto: Valter Pontes/PMS | Reprodução

De acordo com publicação no Diário Oficial do Município (DOM) dessa quinta-feira (3), a  Prefeitura de Salvador autorizou a compra de cerca de 500 toneladas de frutas destinadas à alimentação de alunos de creches, pré-escolas e escolas do ensino fundamental da rede municipal. A ação ocorreu após uma série de críticas à qualidade da merenda escolar.

Os pedidos incluem frutas como banana, laranja, maçã, manga, melancia, tangerina, mamão, goiaba, abacate, ameixa e pera. Uma única autorização, destinada à TAC Comercial de Alimentos e Serviços, prevê mais de 200 toneladas de frutas por R$ 684 mil. 

Somadas, as compras de frutas publicadas na mesma edição chegam a aproximadamente 500 toneladas e R$ 1,78 milhão. O Diário também registra compras de pães e ovos para a alimentação escolar. As despesas são destinadas a programas de alimentação de estudantes de creches, pré-escolas e unidades do ensino fundamental. 

Críticas à precariedade na merenda

As autorizações ocorrem em meio à repercussão de denúncias acompanhadas pelo Farol da Bahia desde agosto. Uma professora da rede municipal mostrou refeições compostas por poucas torradas e suco e afirmou que os alimentos oferecidos eram “nutricionalmente pobres”. Dias depois, ela voltou a criticar o cardápio, afirmando que havia excesso de açúcar e ausência de nutrientes. 

Questionado sobre o caso em 25 de agosto, o prefeito Bruno Reis (União Brasil) classificou as críticas como “infundadas”, negou que as crianças estivessem recebendo apenas torradas e afirmou que a gestão municipal é "referência no padrão de qualidade da merenda escolar de Salvador".

A nutricionista ouvida pelo Farol da Bahia, Camila Rheinschmitt, posteriormente alertou que uma alimentação escolar pobre em frutas, proteínas, ferro e outros nutrientes pode prejudicar a concentração e o desenvolvimento das crianças. 

"Se, no dia a dia, de fato, é uma alimentação pobre em nutrientes para crianças na fase escolar, sem adicionar frutas, proteínas, ferro, zinco, que são nutrientes que vão influenciar na concentração dessa criança, vão dar energia, de fato, para o cérebro prestar atenção na sala de aula", apontou.

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