Após denúncias de violência psicológica contra idosas, duas dirigentes da Irmandade da Boa Morte são afastadas
Medidas protetivas foram concedidas pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e julgadas no dia 31 de março de 2026

Foto: Wuiga Rubini/GOVBA
Treze idosas integrantes da secular Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, em Cachoeira, no Recôncavo baiano, conseguiram o direito a medidas protetivas de urgência contra duas dirigentes da instituição. Uma deles uma policial militar da ativa.
As medidas foram concedidas pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) de forma unânime e julgadas no dia 31 de março de 2026, pelo desembargador Eduardo Afonso Maia Caricchio. O tribunal determinou que as duas mulheres não podem ficar há menos de cem metros das vítimas e estão proibidas de qualquer contato pessoal ou virtual com as mesmas.
O processo foi movido por mulheres idosas da irmandade contra Juçara Lopes Pontes e Uiara Lopes Nonato. As vítimas relataram episódios reiterados de violência psicológica, perseguição e coação moral no âmbito da irmandade.
Segundo o documento, o fato de uma das rés ser policial militar e portar uma arma intensificava o receio das vítimas com perigos maiores. No acórdão, o desembargador considerou que os boletins de ocorrência e os termos de declaração conferem verossimilhança suficiente à narrativa dos agravantes.
O perigo de danos graves foi considerado evidente pelo relator, especialmente diante da proximidade da Festa da Boa Morte, a presença de uma das rés, policial armada, no mesmo ambiente que idosas vulneráveis foi apontada como fator elevado de risco.


