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Assaí diz que irregularidades em lojas foram 'casos isolados' e anuncia recurso à Justiça

Rede é alvo de ação do MPBA após fiscalizações identificarem baratas, alimentos vencidos e problemas sanitários em duas unidades

Por Da Redação
Às

Assaí diz que irregularidades em lojas foram 'casos isolados' e anuncia recurso à Justiça

Foto: Divulgação

O Assaí Atacadista afirmou que as irregularidades identificadas em duas lojas de Salvador foram situações pontuais e isoladas. O posicionamento foi divulgado após o Ministério Público da Bahia (MPBA) acionar a Justiça contra a rede por problemas sanitários nas unidades dos Barris e do Imbuí/Paralela.

A empresa informou que pretende recorrer da decisão liminar e apresentar sua defesa dentro do prazo legal. Também reafirmou o compromisso com a qualidade dos produtos, a segurança alimentar e o cumprimento das normas sanitárias.

Confira a nota na íntegra:

"A Companhia esclarece que a Ação Civil Pública mencionada refere-se a um processo de ocorrências pontuais e isoladas identificadas estritamente nas unidades de Barris e Imbuí/Paralela, na Bahia.

A empresa informa que já está adotando as medidas jurídicas cabíveis para questionar a decisão liminar, por meio de recurso de agravo, e apresentará sua defesa formal dentro do prazo processual regulamentar.

A Companhia reforça seu compromisso inegociável com a qualidade de seus produtos, a segurança alimentar e o cumprimento rigoroso de todas as normas sanitárias aplicáveis."

Fiscalizações encontraram baratas e alimentos vencidos

O Ministério Público da Bahia ajuizou uma ação civil pública contra o Assaí após inspeções do Procon e da Vigilância Sanitária identificarem irregularidades nas unidades dos Barris e do Imbuí, em Salvador.

Entre os problemas registrados estão a presença de baratas e mosquitos sobre alimentos expostos à venda, produtos mofados, deteriorados e vencidos, além de falhas nos equipamentos de refrigeração.

As fiscalizações também apontaram alvarás vencidos, ausência de documentos sanitários obrigatórios, produtos sem identificação de preços e diferenças entre os valores anunciados nas prateleiras e os cobrados nos caixas.

Na ação, o MPBA pede a regularização das lojas, a retirada de produtos impróprios para consumo e a adoção de medidas para evitar novas irregularidades.

O órgão solicita ainda indenizações por danos materiais e morais aos consumidores prejudicados, além de R$ 100 mil por danos morais coletivos.

Segundo o Ministério Público, a rede se recusou a assinar Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) definitivos para solucionar os problemas identificados.

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