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Assim como Michelle, ex-esposas de Bolsonaro também receberam cargos e foram alvo de rixas familiares

Michelle deixou comando do PL Mulher após rixas com Flávio

Por Da Redação
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Assim como Michelle, ex-esposas de Bolsonaro também receberam cargos e foram alvo de rixas familiares

Foto: Reprodução

A rixa entre a ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro, e o filho de seu esposo, Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, não é a primeira a atingir a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Isso porque suas esposas anteriores também foram colocadas em cenários políticos, seja pr brigas familiares ou por investigações por suspeitas de irregularidades.

Após Michelle publicar um vídeo onde denuncia insatisfações com Flávio, o cenário é considerado de crise. A ex-primeira dama chegou a deixar o comando do PL Mulher, e não apoia a candidatura do enteado, causando um risco da popularidade dele no eleitorado feminino e evangélico.

Em 2000, Rogéria, já divorciada de Bolsonaro, era vereadora carioca. Com o sobrenome do marido, foi eleita em 1992 e 1996. No entanto, na eleição seguinte, o então deputado Jair decidiu colocar um dos filhos do casal, Carlos, para concorrer com ela. Aos 17 anos, ele foi eleito para o cargo em que ficou até dezembro do ano passado, e Rogéria não foi reeleita.

Já com Ana Cristina Valle, mãe de Jair Renan, Bolsonaro teve um período de prosperidade. Juntos, construíram um grande patrimônio, incluindo a compra de 14 imóveis e terrenos, cinco destes pagos em espécie. A união durou de 1997 a 2008. A partir da eleição de 2018, a investigação das supostas "rachadinhas" de Flávio, quando era deputado estadual no RJ, Ana Cristina obteve protagonismo.

Mesmo sem ser formalmente denunciada, a mãe de Jair Renan era protagonista de um dos núcleos investigados, pela nomeação de dez parentes no gabinete. O Ministério Público, pela análise de dados bancários da família de Ana Cristina, constatou que R$ 4 milhões do total de R$ 4,8 milhões pagos em salários no período avaliado, foram retirados em espécie. 

Ela também teve sigilo quebrado durante investigação de outra suposta rachadinha, dessa vez de Carlos. Ela foi chefe de gabinete dele na Câmara do Rio de Janeiro. Numa carta enviada a Bolsonaro em 2007 e obtida pelo Uol em 2022, ela conta sobre atritos com Carlos.

"Por dois anos, eu o amei, amparei e socorri todos os seus medos e em troca tive o título de sedutora de menor. Ah, como dói, dói muito, fala para ele que meu amor era sincero e puro", escreveu.

Durante a relação com Bolsonaro, Ana Cristina recebeu diversos cargos em gabinetes. No início da relação, foi assessora no gabinete da liderança do PPB, partido do esposo na época. Ela chegou a tentar uma vaga como deputada federal pelo RJ, em 2018, no Podemos. Quatro anos depois, tentou virar deputada distrital no DF. Ambas as vezes, mesmo com o nome "Cristina Bolsonaro", não foi eleita. 

O uso do sobrenome desagradou Michelle. Em 2022, o irmão de Ana Cristina também buscou uma vaga de deputado distrital.

Rogéria, em 2020, concorreu à deputada estadual no RJ, em acordo comum com CArlos e Jair Bolsonaro. A campanha foi mal sucedida, sem o engajamanto do ex-marido, e ela obteve somente 2 mil votos. Não foi eleita.

Neste ano, ela foi escolhida como suplente do pré-candidato ao Senado, também pelo RJ, Márcio Canella (União). Recentemente, ele foi preso em flagrante com posse ilegal de um fuzil. Segundo a colunista Bela Megale, aliados de Flávio sugerem que ele escolha a própria mãe para ocupar a vaga de candidata ao Senado do PL, que está desocupada depois da desistência do ex-governador do RJ, Cláudio Castro.

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