Wagner alfineta oposição antes de discussão sobre 6x1 no Senado: 'Que bote a cara e vote contra'
Primeira sessão de discussão acerca do tema está marcada para esta terça-feira (6)

Foto: Roque de Sá/Agência Senado
BRASÍLIA - O senador Jaques Wagner (PT), reeleito pela Bahia, alfinetou a oposição ao chegar para a primeira sessão de discussão sobre o fim da escala 6x1, marcada para esta terça-feira (6). "Para nós [PT], é prioridade que ela seja aprovada. Já foi aprovada na Câmara com uma votação expressiva, então, na minha opinião, seria aprovada aqui no Senado também. [...] Quem é contra que vote a cara e vote contra", disse.
"Eu tô vindo a plenário porque, pelo que eu percebo, o pessoal da oposição, ou seja, os 'torcedores' do candidato Flávio Bolsonaro, não estão dando presença na tentativa de inviabilizar [a discussão]", afirmou o petista. "Eu preciso saber do candidato a presidente Flávio; por nós, tem acordo."
Questionado sobre a expectativa em torno do quórum mínimo para iniciar a sessão, Wagner demonstrou confiança. "Na minha opinião, a gente chega ao quórum de 41. Evidentemente que, para a votação de uma emenda constitucional, [o quórum é] de 49. Mas hoje, para poder fazer o debate, eu não tenho nenhuma preocupação", declarou.
Programação
Além desta terça, estão previstas outras duas sessões de discussão na quarta (7) e na quinta-feira (8), sempre às 14h. As sessões integram o rito obrigatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais garante dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial.
As reuniões serão realizadas em modelo semipresencial, o que permiti que os senadores participem tanto presencialmente quanto à distância. Em nota divulgada na semana passada, a Presidência do Senado afirmou que o tema será debatido com "responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas".
Para que seja votada no Senado, a proposta precisa passar por cinco sessões de discussão em plenário antes de ser submetida à votação em primeiro turno.
Após a votação em primeiro turno, os senadores devem realizar outras sessões de discussão antes da votação em segundo turno, que é a etapa final da análise da proposta no Senado. O processo pode ser acelerado por meio da chamada quebra de interstício, mecanismo que permite reduzir os prazos regimentais, desde que haja aval da maioria simples dos senadores.
Confira os próximos passos para vigoração do texto:
• Cumprir o número mínimo de sessões de discussão em plenário;
• Ser aprovado em primeiro turno;
• Passar por novas sessões de discussão;
• Ser aprovado em segundo turno no Senado.
Por se tratar de uma PEC, são necessários votos favoráveis de três quintos dos senadores em cada turno de votação, com aprovação de 49 do total de 81 parlamentares.
Caso o texto aprovado pelos senadores seja o mesmo que veio da Câmara, a proposta deve ser promulgada pelo Congresso Nacional e passar a valer como Emenda à Constituição. Caso passe por alterações, a matéria precisará retornar à Câmara para uma nova análise dos deputados.


