Bahia deve colher recorde de mais de 13 milhões de toneladas de grãos em 2026, estima IBGE
O total representa um crescimento de 3,2% em relação ao recorde anterior, registrado em 2025

Foto: Agência Brasil/Arquivo
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quinta-feira (11), a quinta estimativa para a safra baiana de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026, que se manteve, em maio, a previsão de que a produção chegará ao recorde 13.256.520 toneladas neste ano. O total representa um crescimento de 3,2% em relação ao recorde anterior, registrado em 2025, de 12.839.577 toneladas.
Houve estabilidade frente a abril, não tendo sido registrada nenhuma alteração na estimativa para a safra baiana de grão deste ano.
A soja é o principal produto agrícola da Bahia, representando pouco mais de dois terços da safra de grãos no estado (67,4%). Em 2026, a previsão é que haja uma produção recorde de 8.929.800 toneladas, 3,8% acima do colhido em 2025 (mais 323,6 mil toneladas).
Para o milho, a previsão é de 2.088.000 toneladas em 2026, ficando 8,1% acima da colhida em 2025 (mais 156.000 toneladas). Já a previsão da safra de algodão herbáceo em 2026 é de uma produção de 1.845.000 toneladas, 2,8% a mais do que em 2025 (mais 51.000 toneladas).
O recorde na produção de grãos na Bahia, em 2026, segue o previsto para o Brasil como um todo. A safra nacional deve totalizar 350,4 milhões de toneladas. O número é 1,2% ou 4,3 milhões de toneladas maior do que o de 2025 (346,1 milhões).
18 das 26 safras de produtos investigados devem ser maiores do que em 2025
De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado mensalmente pelo IBGE, considerando todos os produtos investigados, a previsão de maio seguiu de alta em 18 das 26 safras, em 2026.
O maior crescimento absoluto continua sendo o da soja (+323.610 t, ou +3,8%), seguido pelo do milho 1ª safra (+156.000 t ou +8,1%) e do algodão herbáceo (+51.000 t, ou +2,8%). Por outro lado, as maiores quedas absolutas na estimativa para 2026 devem vir da cana-de-açúcar (-741.472 t ou -11,9%), do milho 2ª safra (-92.400 t ou -11,5%) e da mandioca (-34.127 t ou -3,8%).


