Bahia e Vitória somam R$ 815 milhões em dívidas e ficam lado a lado em ranking nacional
Levantamento da ANRESF aponta passivo de R$ 408 milhões do Rubro-Negro e R$ 407 milhões do Tricolor entre clubes das Séries A e B.

Foto: Letícia Martins / EC Bahia e Victor Ferreira / EC Vitória
Bahia e Vitória aparecem praticamente empatados no ranking nacional de endividamento dos clubes das Séries A e B. Segundo levantamento divulgado pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), os dois principais clubes baianos acumulam R$ 815 milhões em dívidas, considerando os balanços financeiros referentes a dezembro de 2025.
O Vitória ocupa a 15ª posição, com passivo de R$ 408 milhões, enquanto o Bahia aparece logo atrás, em 16º, com R$ 407 milhões. A diferença entre os rivais é de apenas R$ 1 milhão.
Os dados fazem parte de um painel de transparência criado pela ANRESF, responsável pela fiscalização do fair play financeiro no futebol brasileiro. Além do passivo dos clubes, a plataforma reúne informações sobre pagamentos em atraso, como salários, transferências e impostos.
Nesse segundo levantamento, o Bahia aparace entre os clube que não declararam débitos dessa natureza até 30 de junhho. Também estão nessa situação Chapecoense, Flamengo, Palmeiras, Mirassol e Bragantino. A próxima janela de autodeclaração está prevista para 30 de novembro.
Considerando os 40 clubes das duas principais divisões nacionais, o endividamento total chega a aproximadamento R$ 25 bilhões. A maior parte está concentrada na Série A, com R$ 22,08 bilhões, enquanto os clubes da Série B somam R$ 2,92 bilhões.
O Corinthians lidera o ranking, com R$ 2,76 bilhões, seguido por Atlético-MG (R$ 2,66 bilhões) e São Paulo (R$ 2,45 bilhões). Botafogo, com R$ 2,01 bilhões, e Palmeiras, com R$ 1,58 bilhão, completam as cinco maiores dívidas.
É importante destacar que o valor apresentado no ranking representa o passivo total de cada clube e não necessariamente corresponde a pagamentos vencidos. A quantia inclui diferentes obrigações financeiras, inclusive compromissos que ainda têm prazo para serem quitados.
A divulgação faz parte da estrutura de fiscalização do fair play financeiro implementada pela CBF em 2026. A partir de novembro, a ANRESF poderá aplicar sanções também relacionadas a débitos anteriores à atual temporada, conforme as regras do sistema.
Confira o ranking:
Corinthians: R$ 2,76 bilhões
Atlético-MG: R$ 2,66 bilhões
São Paulo: R$ 2,45 bilhões
Botafogo: R$ 2,01 bilhões
Palmeiras: R$ 1,58 bilhões
Cruzeiro: R$ 1,36 bilhão
Internacional: R$ 1,27 bilhão
Flamengo: R$ 1,26 bilhão
Santos: R$ 1,23 bilhão
Vasco: R$ 1,10 bilhão
Fluminense: R$ 1,04 bilhão
Grêmio: R$ 936 milhões
Bragantino: R$ 772 milhões
Sport: R$ 422 milhões
Vitória: R$ 408 milhões
Bahia: R$ 407 milhões
Athletico: R$ 405 milhões
Náutico: R$ 292 milhões
Fortaleza: R$ 291 milhões
América-MG: R$ 283 milhões
Avaí: R$ 268 milhões
Ponte Preta: R$ 240 milhões
Ceará: R$ 217 milhões
Coritiba: R$ 185 milhões
Vila Nova: R$ 175 milhões
Chapecoense: R$ 174 milhões
Novorizontino: R$ 167 milhões
Goiás: R$ 114 milhões
Botafogo-SP: R$ 89 milhões
São Bernardo: R$ 77 milhões
Athletic: R$ 72 milhões
Londrina: R$ 60 milhões
Atlético-GO: R$ 42 milhões
Cuiabá: R$ 40 milhões
Remo: R$ 37 milhões
Criciúma: R$ 37 milhões
Juventude: R$ 29 milhões
Mirassol: R$ 11 milhões
Operário-PR: R$ 4,2 milhões
CRB: R$ 900 mil


