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Bahia tem salário médio de R$ 3.155 e fica abaixo da média do país; veja ranking

Levantamento mostra que estado está atrás de todas as unidades do Sudeste

Por Da Redação
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Bahia tem salário médio de R$ 3.155 e fica abaixo da média do país; veja ranking

Foto: Agência Brasil/Marcello Casal Jr

A Bahia registra salário médio de R$ 3.155,30, valor abaixo da média nacional de R$ 3.932,45, segundo dados do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgados nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento mostra que o estado baiano fica atrás de todas as unidades do Sudeste e Sul e também de parte do Centro-Oeste. No ranking nacional, o Distrito Federal lidera com ampla vantagem, com média salarial de R$ 6.845,13, seguido por Rio de Janeiro, com R$ 4.501,35, e São Paulo, com R$ 4.423,04.

Na outra ponta, os menores salários médios são registrados em estados do Norte e Nordeste, como Piauí (R$ 2.987,94), Pernambuco (R$ 2.992,65), Maranhão (R$ 2.999,87) e Alagoas (R$ 2.720,88).

Confira o ranking completo:

Rondônia: R$ 3.615,18
Acre: R$ 3.464,80
Amazonas: R$ 3.627,07
Roraima: R$ 3.565,09
Pará: R$ 3.297,83
Amapá: R$ 3.390,20
Tocantins: R$ 3.397,52
Maranhão: R$ 2.999,87
Piauí: R$ 2.987,94
Ceará: R$ 2.924,00
Rio Grande do Norte: R$ 3.131,49
Paraíba: R$ 2.969,49
Pernambuco: R$ 2.992,65
Alagoas: R$ 2.720,88
Sergipe: R$ 3.167,43
Bahia: R$ 3.155,30
Minas Gerais: R$ 3.387,03
Espírito Santo: R$ 3.380,06
Rio de Janeiro: R$ 4.501,35
São Paulo: R$ 4.423,04
Paraná: R$ 3.731,30
Santa Catarina: R$ 3.777,55
Rio Grande do Sul: R$ 3.841,48
Mato Grosso do Sul: R$ 3.798,16
Mato Grosso: R$ 3.701,29
Goiás: R$ 3.318,35
Distrito Federal: R$ 6.845,13

Setores que mais empregam pagam abaixo da média

O levantamento também mostra que grande parte dos setores que mais empregam no país paga salários abaixo da média nacional.

Segundo o IBGE, seis dos dez setores com maior número de trabalhadores assalariados têm remuneração inferior a R$ 3.932,45. Juntos, esses segmentos concentram mais de 48,9 milhões de trabalhadores, o equivalente a mais de 90% do total do país.

O comércio e reparação de veículos, por exemplo, é o maior empregador do Brasil, com quase 10 milhões de trabalhadores, mas paga em média R$ 2.797,83 por mês.

 Já as atividades administrativas e serviços complementares reúnem mais de 5,7 milhões de empregados e têm salário médio de R$ 2.392,97.

Do outro lado, setores com menor participação no emprego concentram os maiores salários. É o caso de organismos internacionais, que pagam em média R$ 9.678,61, seguido por eletricidade e gás, com R$ 8.539,07, e atividades financeiras e de seguros, com R$ 8.430,55.
 

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