Barriga de aluguel trava batalha na Justiça e recusa pedido de aborto feito por pais biológicos de bebê com problema cardíaco
Pais biológicos pedem a devolução dos valores pagos durante o processo de barriga de aluguel

Foto: Reprodução/Redes Sociais
A enfermeira McKenna West, que está grávida de 35 semanas, trava uma batalha na Justiça dos Estados Unidos após se recusar a realizar um aborto. A mulher, que é barriga de aluguel de um bebê diagnosticado com cardiopatia congênita, deseja que ele seja submetido a uma cirurgia logo após o nascimento. Os pais que contrataram a enfermeira, um casal da Califórnia, querem interromper a gestação.
West foi contratada por meio de uma agência de barriga de aluguel. No início, os exames eram considerados normais. No entanto, já na 20ª semana de gestação, foi identificado que o bebê apresentava síndrome da hipoplasia do ventrículo esquerdo, quando o lado esquerdo do coração não se desenvolve corretamente.
Com isso, após o diagnóstico, o casal manifestou o desejo de interromper a gestação, com o aporte de uma cláusula do contrato que obrigava a gestante a realizar um aborto em caso de anomalias fetais.
No entanto, West diz que questionou a cláusula quando assinou o contrato, mas conta que a agência lhe garantiu que seria uma situação improvável.
A enfermeira chegou a apresentar ao casal a opção de realizar uma cirurgia após o nascimento do bebê. Porém, eles seguiram com o desejo de interromper a gestação. West recusou a solicitação por motivos morais.
O caso foi parar na Justiça dos EUA. O casal moveu uma ação de US$ 250 mil contra West, solicitando a devolução dos valores pagos durante o processo de barriga de aluguel, além de indenizações adicionais. Além disso, eles também pedem que o parto seja realizado na Califórnia, onde uma decisão judicial garante seus direitos parentais.
Já West acionou o Tribunal Superior do Alasca solicitando a guarda exclusiva do bebê para autorizar o tratamento em um hospital do Texas. Ela também afirma que aceita viajar para a Califórnia, contanto que os pais concordem em permitir a cirurgia.
Na última semana, a Suprema Corte do Alasca rejeitou o pedido para obrigar a enfermeira a se mudar imediatamente para a Califórnia. No entanto, a decisão também reconhece que o local de nascimento será decidido por um tribunal californiano.


