Bispo evangélico é preso suspeito de importunar sexualmente jovens em Goiás
Cléber Cruz é acusado de importunar sexualmente ao menos quatro jovens que frequentavam a igreja

Foto: Reprodução/Metrópoles
Um bispo evangélico de 43 anos, identificado como Cléber Cruz, foi preso na terça-feira (8), em Cidade Ocidental, no Entorno do Distrito Federal, suspeito de importunar sexualmente pelo menos quatro jovens que frequentavam a igreja onde atuava. As informações são de coluna do jornalista Carlos Carone, do Portal Metrópoles.
Segundo a Polícia Civil de Goiás, as denúncias apontam que o religioso teria enviado imagens íntimas a adolescentes e praticado atos de cunho sexual contra vítimas. Uma das mensagens obtidas pela coluna mostra o suspeito fazendo referência ao próprio corpo e, posteriormente, enviando uma fotografia que seria de suas partes íntimas.
As investigações apontam que o bispo teria usado a posição de liderança dentro da igreja para se aproximar das vítimas e conquistar a confiança delas. Na época dos fatos, ele exercia funções como líder de jovens e casais, coordenador de louvor e responsável por uma célula da congregação.
Denúncia envolve adolescente
O caso veio à tona em fevereiro de 2026, quando uma das vítimas procurou a polícia para denunciar episódios que, segundo o relato, começaram em 2024, quando ela ainda era menor de idade.
De acordo com a denúncia, o religioso teria se apresentado como uma espécie de figura paterna, chegando a se chamar de “pai de consideração”. A estratégia teria sido usada para conquistar a confiança do adolescente e de sua família.
Ainda segundo o relato, um dos episódios teria ocorrido dentro do carro do suspeito. A vítima afirmou que o religioso teria realizado atos de natureza sexual enquanto a tocava.
Inicialmente, o adolescente afirmou não interpretar como abusivas algumas das conversas mantidas com o líder pelo WhatsApp. Com o passar do tempo, porém, o religioso teria começado a solicitar e enviar imagens íntimas.
As vítimas também relataram à polícia outros episódios de comportamento inadequado e contatos físicos de natureza sexual.
A Polícia Civil de Goiás mantém as investigações para esclarecer as circunstâncias dos fatos, identificar outras possíveis vítimas e definir a responsabilização do suspeito.



