Brasil cria menor número de empregos no mês de junho em 6 anos
Dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, por meio do Caged

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
O mercado de trabalho do Brasil criou 145.161 empregos de carteira assinada no mês de junho. É o menor índice do período desde 2020. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta (29), pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O saldo positivo acontece devido ao número de admissões e desligamentos. Foram 2.220.131 contratações contra 2.074.970 demissões. Os números indicam que são 48.032.308 empregos formais no país.
A respeito de grupos específicos, cinco grandes setores obtiveram saldo positivo no mês de junho. Estes são serviços, agropecuária, comércio, indústria e construção.
Confira:
- Serviços: 74.514 vagas (crescimento de 0,3%)
- Agropecuária: 22.898 vagas (crescimento de 1,22%)
- Comércio: 19.177 vagas (crescimento de 0,2%)
- Indústria: 14.438 vagas (crescimento de 0,2%)
- Construção: 12.136 vagas (crescimento de 0,5%)
Nos dados específicos de estados, a maioria das unidades também obtiveram saldo positivo. Os maiores índices ficaram com São Paulo (34.981), Minas Gerais (20.805) e Rio de Janeiro (16.856).
Do valor total de empregos gerados, 77,3% são considerados vínculos típicos. Já os atípicos são 22,7%, formados principalmente por trabalhadores temporários, com saldo de 12.658. As pessoas físicas com Cadastro de Atividade Econômica (CAEPF) somam 9.435 novas vagas.
Nos dados gerais de 2026, foram gerados 921.645 postos de trabalho até junho, uma alta de 1,96%. Já em um ano, de junho do ano passado a junho deste ano, foram criadas 963.900. O crescimento do período 2,1%.
Em serviços, os setores que mais geraram empregos foram atividades administrativas e serviços complementares (26.634), saúde humana e serviços sociais (20.436) e transporte, armazenagem e correio (16.017).
Já na agropecuária, as áreas principais foram o cultivo de cana-de-açúcar (5.396), atividades de apoio à agricultura (4.950) e o cultivo de café (4.619).
Por fim, no comércio, os setores que geraram mais postos foram o comércio varejista não especializado (5.311), o comércio atacadista, excluindo veículos (4.114), e o comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (2.887).
Sobre salários, o salário médio real de admissão no mês de junho foi de R$ 2.404,34. O valor é maior do que o registrado no mês anterior, em maio, que foi de R$ 2.387,44. O aumento entre os dois meses foi de R$ 16,90 (+0,7%).
Em comparação a junho de 2025, descontando efeitos sazonais do período, o aumento foi de R$ 27,39 (+1,2%).
Para os trabalhos considerados típicos, o salário médio real de admissão foi de R$ 2.446,27. O valor é 1,7% superior à média geral. Já para os trabalhadores não típicos, o salário médio foi de R$ 2.101,51, o que equivale a 12,6% a menos que a média.


