Brasil e EUA marcam reunião presencial para negociar tarifaço, diz ministro
Márcio Elias Rosa e Jamieson Greer devem se encontrar durante o G20

Foto: Júlio César Silva/MDIC
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, vão se reunir presencialmente entre 30 de setembro e 1º de outubro, nos Estados Unidos, para tratar das negociações sobre o tarifaço imposto a produtos brasileiros.
Confirmado pelo próprio ministro brasileiro nesta segunda-feira (14), o encontro acontecerá durante uma reunião preparatória do G20.
Esta será a primeira reunião presencial entre Brasil e Estados Unidos desde a retomada das negociações sobre as tarifas e terá como objetivo avançar nas tratativas entre os dois países.
Sem acordo definido
Márcio Elias Rosa afirmou que ainda não há acordo entre os dois países.
“As equipes técnicas vêm conversando normalmente. Desde a última conversa virtual, estão trocando documentos e encaminhando essa próxima reunião que deve acontecer nos Estados Unidos”, afirmou o ministro.
Segundo ele, os dois países terão outras reuniões bilaterais durante a agenda do G20, mas o principal objetivo será avançar nas negociações sobre as tarifas.
Entenda o tarifaço
A sobretaxa sobre produtos brasileiros foi adotada pelo governo dos Estados Unidos após uma investigação conduzida pelo USTR. Os americanos alegaram práticas comerciais e regulatórias desleais por parte do Brasil.
As exportações brasileiras passaram a ser enquadradas em diferentes faixas tarifárias:
•Tarifa de 25%: aplicada a bens industriais, produtos agrícolas processados e manufaturados.
•Tarifa de 50%: aplicada a setores específicos da indústria siderúrgica e de metais básicos, que já estavam sujeitos a alíquotas elevadas nos Estados Unidos.
Em alguns derivados desses materiais, houve revisões e reduções parciais para faixas entre 15% e 25% em determinados períodos.
Em produtos que já tinham sobretaxas parciais ou receberam uma cobrança adicional, a alíquota final pode chegar a 37,5%.
•Tarifa zero: alguns produtos ficaram fora da sobretaxa de 25% para evitar impactos na inflação e no abastecimento de setores que dependem de produtos sem substitutos imediatos nos Estados Unidos.



