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Brasil é o único país do Mercosul afetado por veto da União Europeia à carne

Restrição passa a valer em setembro caso exigências sanitárias não sejam atendidas

Por Da Redação
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Brasil é o único país do Mercosul afetado por veto da União Europeia à carne

Foto: FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL

O Brasil se tornou o único país do Mercosul afetado pela decisão da União Europeia de retirar da lista de nações autorizadas a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco. Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem habilitados a comercializar esses produtos com os 27 países europeus.

A medida foi oficializada pela Comissão Europeia e poderá entrar em vigor a partir de 3 de setembro. Segundo o órgão, o Brasil não apresentou informações suficientes para comprovar que atenderá integralmente às regras europeias sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.

A legislação da União Europeia proíbe a importação de produtos de origem animal provenientes de sistemas que utilizem determinados antimicrobianos para estimular o crescimento ou aumentar a produtividade dos animais. O bloco argumenta que o uso inadequado dessas substâncias contribui para o avanço da resistência bacteriana, considerada uma ameaça à saúde pública.

Com a decisão, o Brasil poderá ficar impedido de exportar para a União Europeia produtos como carne bovina, carne de frango, carne de cavalo, mel, pescado, tripas e outros produtos de origem animal.

A restrição atinge um mercado estratégico para o agronegócio brasileiro. Em 2025, a União Europeia importou cerca de 368,1 mil toneladas de carnes brasileiras, movimentando aproximadamente US$ 1,8 bilhão. O bloco é o segundo maior destino das exportações brasileiras de carnes em valor, atrás apenas da China.

Entre os principais produtos exportados estão a carne bovina, responsável por mais de US$ 1 bilhão em vendas, e a carne de frango, que movimentou cerca de US$ 763 milhões no ano passado.

Apesar da decisão, o governo brasileiro ainda tenta reverter a medida antes do prazo estabelecido. A própria Comissão Europeia informou que o Brasil poderá voltar à lista de países autorizados caso apresente as garantias sanitárias exigidas e comprove o cumprimento das normas do bloco.

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