Bruno Guimarães relembra pênalti perdido e diz que cobraria novamente

Volante ainda sente o peso da eliminação para a Noruega, mas afirma que não fugiria da responsabilidade.

Por Da Redação
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Bruno Guimarães relembra pênalti perdido e diz que cobraria novamente

Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Bruno Guimarães voltou a falar nesta quarta-feira (23) sobre o pênalti desperdiçado na eliminação do Brasil para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo. A cobrança aconteceu aos 13 minutos do primeiro tempo, quando a partida ainda estava 0 a 0, e foi defendida pelo goleiro Nyland.

O volante reconheceu que o episódio ainda o machuca, mas afirmou que tenta transformar o erro em aprendizado para o novo ciclo da Seleção. 

"É um sentimento muito ruim, definitivamente. Perder um pênalti faz parte do futebol, mas a gente nunca está pronto para isso acontecer. Obviamente, é uma ferida, é uma cicatriz. Está muito recente, ainda me magoa, ainda me dói muito isso ter acontecido. Mas faz parte do futebol. Que eu possa aprender com os meus erros, que é o mais importante", afirmou Bruno, em entrevista coletiva em Brisbane, na Austrália.

Após a eliminação, a escolha do volante para a cobrança também foi questionado pela presença de Vinicius Júnior em campo. Bruno explicou que os cobradires haviam sido definidos antes da partida e assumiu a responsabilidade pelo lance. 

"Sempre antes do jogo a gente tem a nossa preleção, e o professor determina quem vai bater. Eu fui o cara escolhido para bater. Ali na hora, teve jogadores que quiseram pegar a bola. Um jogador pega, passa para o outro, até para tentar enganar o goleiro. E foi isso que aconteceu, nada demais. O Vini não era. Quem tinha que bater o pênalti era eu", disse.

Mesmo com a lembrança ainda dolorosa, Bruno garantiu que não se esconderia caso tivesse uma nova oportunidade. "Se tivesse outro pênalti e fosse delegado a mim, eu não vou me esconder. Eu vou bater de novo mil vezes se tiver que fazer", afirmou.

Com 48 jogos, o volante está perto da marca de 50 partidas pela Seleção. Presente nas listas de convocados desde 2020, ele agora se vê numa posição de passar experiência aos estreantes e ajudar na transição de uma geração à outra.

"O mais importante é passar confiança aos mais jovens, para quem está chegando a primeira vez. Minha primeira convocação foi em 2020, desde lá muita coisa aconteceu na minha vida. Acho que o mais importante quando cheguei aqui foi que todos os mais velhos me passaram confiança para que eu pudesse me sentir o mais à vontade possível para desempenhar o meu melhor futebol. Agora estou nessa missão de passar confiança para os mais jovens, para que eles possam se sentir o melhor possível", disse.

O Brasil estreia na nova sequência de amistosos nesta sexta-feira (25), contra a Austrália, às 7h (de Brasília), em Townsville.
 

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