Vídeo: Bruno Reis recebe críticas de professores após anunciar pagamento do Fundef: “O dinheiro é nosso”
Nas redes sociais, profissionais da educação criticaram maneira como prefeito anunciou a medida

Foto: Valter Pontes/ Secom PMS
O anúncio do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), sobre o envio à Câmara Municipal de um projeto que autoriza o pagamento da primeira parcela dos precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) aos professores da rede municipal gerou críticas nas redes sociais, nesta quarta-feira (5).
Internautas questionaram a forma como a gestão municipal apresentou a medida e afirmaram que o pagamento dos recursos não seria um benefício concedido pela prefeitura, mas um direito dos profissionais da educação.
“Não é nenhum favor que o prefeito e o secretário estão fazendo para a categoria. O dinheiro é nosso por direito. Por trás dessa falsa bondade está o ano de eleição”, escreveu um usuário.
Outro comentário cobrou que o pagamento fosse feito considerando os valores definidos após a decisão judicial que reconheceu o direito dos professores aos juros de mora dos precatórios.
“Pague com os juros, porque este dinheiro é nosso e não seu. Você quer usurpar um dinheiro oriundo do fruto do trabalho dos professores”, disse outro internauta.

Valor do pagamento
A discussão ocorre após a Justiça Federal confirmar, em junho de 2026, que os juros de mora dos precatórios do Fundef também devem ser repassados aos profissionais da educação.
Inicialmente, a gestão municipal defendia o pagamento de R$ 87 milhões. Após a decisão judicial, o valor total destinado aos professores passou para cerca de R$ 260 milhões.
Pela regra estabelecida pela Emenda Constitucional 114, o montante será pago em três parcelas anuais sucessivas:
•1ª parcela: R$ 93 milhões;
•2ª e 3ª parcelas: o restante do valor global, cerca de R$ 167 milhões, será repassado nas próximas etapas do cronograma.
Entenda
Os precatórios do Fundef têm origem em uma disputa envolvendo repasses feitos pela União entre 1998 e 2006. Na época, estados e municípios alegaram que receberam valores inferiores aos previstos para o financiamento da educação.
Após ações judiciais, os recursos retornaram aos cofres públicos por meio de precatórios.
Por determinação legal, pelo menos 60% dos valores recebidos nessas ações devem ser destinados aos profissionais do magistério que atuavam durante o período em que ocorreram as diferenças nos repasses.


