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Câmara articula tramitação do sistema distrital após avanço da extrema-direita em 2026

Proposta do sistema distrital misto quer mudar a eleição de deputados a partir de 2030 para conter a perda de espaço dos partidos de centro

Por Da Redação
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Câmara articula tramitação do sistema distrital após avanço da extrema-direita em 2026

Foto: Reprodução: Agência Senado

Líderes da Câmara dos Deputados e presidentes de partido articulam a retomada da tramitação do chamado sistema distrital misto, que altera a forma como os deputados são escolhidos nas votações.

A votação da proposta ainda está em fase de negociação, mas a ideia é que as mudanças nas regras eleitorais comecem a valer de forma integral a partir das eleições de 2034, com uma transição nas próximas eleições em 2030.

Ainda no início de outubro, a medida começou a ser discutida, após uma declaração do presidente da Câmara, Hugo Motta (republicanos-PB). Motta afirmou que pretende aprovar a PEC, incluindo o sistema distrital misto, ainda em 2026.

O presidente da Câmara dialoga com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para acelerar a votação. Mas Motta ainda tenta apoio do PT e PL, maiores bancadas do Congresso e Senado.

O objetivo é sanar a perda de partidos de centro no Congresso, após o crescimento do Partido Liberal (PL), de extrema-direita, nas eleições de 2026, que reduziu o espaço de bancadas do Centrão na Câmara e ampliou o número de cadeiras para os bolsonaristas.

Ao todo, o PL elegeu 121 deputados, a maior bancada desde a Constituinte. Em contrapartida, o Centrão diminuiu. Houve uma perda de 22 cadeiras em comparação às eleições de 2022.

O que é voto por sistema distrital?

O estado seria dividido em vários "pedaços", que seriam chamados de distrito. Os distritos funcionariam como regiões ou bairros.

Com isso, o eleitor só poderia votar nos candidatos que disputam a eleição no distrito onde mora.

No caso do Distritão, o estado votaria inteiramente junto, sem a necessidade da subdivisão em distritos. Quem receber mais votos, ganha. Esse modelo acaba com os "puxadores de votos" que usam a votação de um candidato famoso para eleger colegas de partido que tiveram poucos votos.

No modelo misto, as duas ideias são utilizadas, mas dividem o número de vagas pela metade.

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