Camarote de rifeiro preso por lavagem de dinheiro é utilizado pela Polícia Civil durante Carnaval de Salvador; entenda
Corporação solicou autorização judicial para ocupar espaço durante festividades do carnaval

Foto: Priscila Carvalho / Ascom-PCBA
A Polícia Civil prendeu, na quarta-feira (11), um rifeiro investigado por lavagem de dinheiro, sob posso de arma de fogo e munições de uso restrito e permitido. em decorrência. Em paraelelo a prisão do indivíduo, na Operação Falsas Promessas 3, o camarote que pertencia a ele, localizado na Barra, também foi suspenso.
Com a prisão do suspeito e suspensão do camarote, a Polícia Civil solicitou autorização judicial, que foi concedida, para utilizar o espaço como ponto de observação estratégica, durante o Carnaval.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, realizado pelas equipes do Draco, com apoio da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) e do Serviço Aeropolicial (Saer), em um dos imóveis do investigado, a Polícia Civil apreendeu quase R$ 130 mil em espécie, dez veículos, entre eles uma Lamborghini avaliada em R$ 2,5 milhões, duas SW4 blindadas, equipadas com estrobos e sirenes e duas bicicletas elétricas.
Também foram apreendidos uma pistola 9 mm, cerca de mil munições de calibres 556 e 9 mm, cinco carregadores de fuzil, uma scooter subaquática, cinco caixas de som boombox, 15 caixas de uísque 21 anos, quatro caixas de iPhones 17 e cinco caixas de PlayStations, todas lacradas. Um avião avaliado em mais de R$ 10 milhões também foi apreendido em um hangar durante a operação.
O investigado teve a prisão em flagrante convertida para preventiva e segue à disposição da Justiça. O advogado dele também foi alvo de busca e apreensão, após tentar acessar remotamente o celular que havia sido apreendido. Ele foi autuado em flagrante por tentativa de obstruir a investigação e sua prisão também foi convertida em preventiva.
A operação ainda cumpriu mandados de busca e apreensão contra outros 13 investigados nas cidades de Feira de Santana, São Bernardo do Campo (SP), São Paulo, Salvador e Camaçari, além de bloquear aproximadamente R$ 125 milhões em capitais dos integrantes do grupo criminoso.


