Campanha de Lula aciona TSE e cobra aviso sobre mudanças nos locais de votação
Coligação pede notificação individual dos eleitores e transporte gratuito para facilitar acesso às urnas no segundo turno

Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para solicitar medidas de comunicação sobre mudanças nos locais de votação para o segundo turno das eleições de 2026, marcado para o dia 25 de outubro. A representação foi protocolada no sábado (17) e pede que os eleitores afetados sejam informados individualmente sobre os novos endereços.
Entre as solicitações da coligação Brasil Pronto pra Mais está a divulgação, em até 48 horas, de uma lista com os locais alterados e seus endereços antigos e novos. O grupo também propõe o envio de notificações por meio do e-Título, SMS, WhatsApp e e-mail, além de campanhas informativas no rádio e na televisão.
A campanha argumenta que a divulgação insuficiente das mudanças pode dificultar o acesso às urnas, especialmente para idosos, moradores de comunidades periféricas e pessoas com acesso limitado à internet. A representação foi apresentada após o primeiro turno registrar 33,4 milhões de abstenções no país, o equivalente a 21,08% do eleitorado.
Outro pedido é a articulação com prefeituras para oferecer transporte gratuito entre comunidades e os novos locais de votação, priorizando idosos, pessoas com deficiência e cidadãos com mobilidade reduzida. A coligação também sugere a instalação de cartazes e faixas nos antigos endereços para orientar os eleitores.
Na Bahia, 312 seções eleitorais tiveram o endereço alterado para o segundo turno, segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral. A recomendação é que os eleitores consultem antecipadamente o local de votação pelo aplicativo e-Título ou pelo Autoatendimento Eleitoral do TSE.
A representação não questiona a legalidade das mudanças, mas defende que a Justiça Eleitoral amplie a comunicação com o eleitorado. Até a publicação da reportagem do Metro1, o pedido aguardava análise do TSE.


