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Caso Lulinha: Inquérito da PF detalha possível esquema de tráfico de influência no Governo Federal

Lobista Roberta Luchsinger comentou em mensagens sobre cargo oferecido por Lula no Governo

Por Da Redação
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Caso Lulinha: Inquérito da PF detalha possível esquema de tráfico de influência no Governo Federal

Foto: Reprodução/Redes Sociais | Câmara dos Deputados

Um relatório obtido pela Revista Veja aponta que a lobista Roberta Luchsinger encaminhou uma série de mensagens indicando que Lulinha teria atuado como agenciador oculto de empresários que desejavam fechar negócios milionários junto ao Governo Federal, incluindo o Ministério da Saúde.

Incluindo o Careca do INSS e a lobista, o grupo teria sido composto por Fernando Bittar, que é amigo e antigo sócio de Lulinha, que foi conhecido também na época da Lava-Jato por ser um dos donos do célebre sítio de Atibaia.

Ainda de acordo com apuração da Veja, o grupo teria tido ajuda de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, na ocasião em que ele comandava o gabinete do presidente Lula (PT). Investigadores apontam que existiram indícios de corrupção e tráfico de influência.

Confira abaixo as mensagens de Roberta sobre a proximidade com Lula:

O relatório da PF ainda aponta que não existem dúvidas de que Roberta possuía uma sociedade oculta com Lulinha e Bittar para intermediar negócios.

“Os elementos probatórios obtidos no curso da investigação revelam a existência de um núcleo de atuação permanente e coordenada composto por Roberta Moreira Luchsinger, Fabio Luis Lula da Silva e Fernando Bittar, voltado à interlocução de interesses privados perante agentes e órgãos da Administração Pública Federal”, disseram.

Roberta afirma que Lula já teria até lhe oferecido um cargo no governo. Porém, a lobista diz ter negado.

A lobista ainda afirma em conversa com interlocutores que tinha um nível próximo de relação com Lulinha.

“Fefe (Fernando Bittar), Fábio e eu somos uma coisa só. Se um fala vai, tds (todos) vão. A gente é mesmo irmão”, afirmou.

“Convém indicar que Fabio Luis Lula da Silva aparece reiteradamente no material analisado como figura de elevada relevância mesmo que adote postura de menor exposição nas tratativas. As comunicações indicam que Fabio é mencionado por Roberta Luchsinger como referência decisória nos projetos discutidos”, afirma o relatório policial.

A PF afirma que Lulinha já se articulava nos bastidores há um tempo. O grupo queria ter acesso ao Ministério da Saúde. Ficou a cargo de Marcola, o chefe de gabinete de Lula, para agendar uma reunião entre a lobista o então secretário executivo da pasta, Swedenberger Barbosa.

Depois do encontro acontecer, Marcola recebeu a minuta de um documento que liberava a produção de medicamentos à base de canabidiol. No mesmo período, Roberta então pagou contas pessoais do auxiliar do presidente.

As intenções e articulações financeiras do grupo começaram a ter problemas em abril do ano passado com começo da Operação Sem Desconto. O Careca do INSS foi preso, Roberta passou a ser investigada e Lulinha foi para a Europa após o escândalo.

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