CBF e 40 clubes aprovam ações contra cera em jogos
Medidas são contra paralisações e estratégias para atrasar partidas

Foto: Luciana Vermell / CBF
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aprovou nesta segunda (10), junto a presidentes de 40 clubes das Séries A e B, medidas a serem implementadas imediatamente em competições regionais e nacionais organizadas pela entidade.
A reunião foi convocada pelo presidente da CBF, Samir Xaud, para discutir a criação de uma liga unificada entre a Liga do Futebol Brasileiro (LiBra) e a Liga Forte União.
As principais medidas incluem ações para evitar a cera nas partidas, isto é, paralisações e estratégias de jogadores para atrasar o andamento dos jogos. Além disso, também foi aprovada a Lei Vini Jr, que prevê aplicação de cartão vermelho a jogadores que cubram a boca durante discussões.
Segundo dados apresentados pela confederação, o tempo médio de bola rolando na Série A do Brasileirão era de 52 minutos e 54 segundos, em comparação a 60 minutos da FIFA.
A apresentação indica também que nenhuma das principais ligas mundiais chegam a meta de 60 minutos. A Premier League registra 55:23, a Ligue 1 e a Bundesliga registram 56:17, a La Liga 55:09 e a Serie A 54:28. Os dados são conforme a temporada de 2026.
A CBF caracteriza as mudanças como modernização de regulamentos das competições da entidade. A intenção é aproximar o futebol brasileiro do mundial, como por exemplo, a Copa do Mundo de 2026.
"Hoje daremos o pontapé inicial nesta série de cinco reuniões para falar de um novo regulamento, discutindo a implementação das regras que foram utilizadas na Copa do Mundo. Faz parte da reestruturação do futebol brasileiro. Esta é uma missão de todos: da CBF, dos clubes, das federações, cada um fazendo seu papel", diz o presidente da CBF.
Segundo a entidade, as medidas podem resgatar 6 minutos e 22 segundos de tempo efetivo nas partidas, incluindo as perdas causadas durante marcação de faltas, reposição de bola no jogo, atendimentos médicos e checagens do VAR.
Veja as medidas aprovadas:
- Oito segundos com a bola nas mãos: Caso o goleiro ultrapasse o limite, deve entregar escanteio ao adversário;
- Cinco segundos para arremesso lateral: A contagem inicia assim que o jogador tiver a bola em mãos;
- Cinco segundos para cobrança de tiro de meta: O árbitro vai apitar e contar cinco segundos. Caso o tempo não seja cumprido pelo goleiro, o escanteio é do adversário
- Dez segundos para sair do campo após substituição: Jogador deve sair do campo pelo lado mais próximo rapidamente, sem caminhar
- Um minuto fora após atendimento: O atleta que receber atendimento médico no gramado deve sair do campo e ficar fora por um minuto
- Após atendimento médico do goleiro, um jogador da linha fica fora por um minuto: Treinador ou capitão indica quem será o atleta a cumprir tempo fora
- Somente capitão fala com o árbitro: Será o único a dialogar com a arbitragem durante toda a partida
- Lei Vini Jr: O jogador que cobrir a boca intencionalmente durante discussão com adversário pode ser expulso
- Checagem de VAR para aplicação do segundo amarelo: O cartão que resulta em expulsão passa a ser revisável pelo VAR
- Checagem de VAR para escanteio concedido por engano: É revisável quando leva diretamente a gol ou pênalti, regra válida a partir de 2027


