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Ceni admite erros defensivos e vê "desatenção coletiva" em nova derrota do Bahia

Treinador lamenta facilidade com que equipe sofreu gols contra o Coritiba e trata vitória sobre o Botafogo como fundamental antes da pausa do calendário.

Por Samara Figueiredo
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Ceni admite erros defensivos e vê "desatenção coletiva" em nova derrota do Bahia

Foto: Catarina Brandão / EC Bahia

O Bahia perdeu por 3 a 2 para o Coritiba, na noite da última segunda-feira (25), no Couto Pereira, chegou ao oitavo jogo consecutivo sem vencer e mergulhou de vez em um cenário que lembra os momentos mais turbulentos da temporada passada.

A última vitória do Tricolor aconteceu há mais de um mês, contra o Mirassol, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Desde então, o time acumulou eliminações, atuações irregulares, protestos da torcida e uma sequência negativa que aumentou ainda mais a pressão sobre Rogério Ceni.

Após a partida, o treinador concedeu entrevista coletiva e avaliou que o Bahia fez um bom primeiro tempo, mas voltou a repetir erros que vêm se tornando frequentes durante a temporada.

Segundo Ceni, o time conseguiu controlar as ações antes do intervalo, especialmente neutralizando os contra-ataques do Coritiba, mas mudou o comportamento depois de abrir o placar. "Acho que nós fizemos um bom primeiro tempo. O Roman teve um trabalho defensivo importante, não dando espaço para o Breno Lopes. Nós fazemos o gol e realmente o Coritiba marcando mano a mano. Nós não fazemos as melhores escolhas, começamos a rifar muito a bola. O jogo talvez fosse realmente pelas bolas longas, mas com mexidas que nós já treinamos prontas para isso. O William teve muito espaço para receber essa bola, carregar o marcador e criar espaço nas costas, como foi no lance do gol do Pulga", analisou.

O treinador lamentou principalmente a maneira como o Bahia sofreu os gols na etapa final e classificou o problema como coletivo. "Nós sofremos muito para construir o gol e cedemos os gols de maneira muito fácil. O primeiro gol foi um erro coletivo na volta da bola parada. O segundo também nasce num cruzamento. E o terceiro já foge totalmente do padrão do jogo controlado que nós tínhamos no primeiro tempo. Depois do 2 a 1 começamos a dar ao Coritiba justamente aquilo que eles gostam, que é transição e velocidade", afirmou.

Questionado sobre o momento psicológico da equipe, Ceni admitiu que a falta de confiança pesa, mas acredita que o principal problema diante do Coritiba foi a desatenção defensiva. "Muitas vezes pode ser falta de confiança, mas hoje eu vejo mais uma desatenção coletiva. Os dois primeiros gols poderiam ter sido evitados com um comportamento melhor da linha defensiva. O time joga, produz, cria oportunidades, mas cede os gols com muita facilidade", disse.

O treinador também falou sobre a possibilidade de mudanças no elenco para a sequência da temporada, embora tenha descartado uma reformulação radical. "Não vou falar em reformulação porque no futebol não funciona assim. Claro que podem existir chegadas e saídas, isso é natural de um ciclo. Algumas coisas nós temos que repensar, sem dúvida. Mas é um time que produz, que cria chances para ganhar os jogos. Contra o Grêmio tivemos todas as oportunidades para vencer, contra o Santos também. O problema é que temos encontrado dificuldade para defender o nosso gol", explicou.

Com o Bahia vivendo o pior momento da temporada, Ceni destacou que a pausa para a Copa do Mundo será importante para reorganizar a equipe física e mentalmente. Antes disso, porém, o técnico considera fundamental vencer o Botafogo, no próximo sábado, em Salvador. "A parada é fundamental para tentar um ganho físico, ajustes táticos e sair desse espiral negativo. Mas vencer antes da parada é fundamental. Não é mais só questão psicológica, é tabela mesmo. Está todo mundo muito próximo. Precisamos melhorar nosso índice como mandante, ceder menos gols e aproveitar melhor as oportunidades", declarou.

O Bahia terá quatro dias de preparação até enfrentar o Botafogo, em jogo válido pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. "O que nós precisamos nesses próximos dias é nos preparar bem e tentar fechar esse período com triunfo. Seria importantíssimo chegar à pausa numa condição melhor de tabela e conseguir reagir no segundo semestre", concluiu.

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