Ceni lamenta pênalti perdido no fim e vê Bahia derrotado por detalhes

Treinador considerou confronto equilibrado contra o Athletico-PR e destacou ausência de Kike Olivera na pressão sobre o adversário.

Por Samara Figueiredo
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Ceni lamenta pênalti perdido no fim e vê Bahia derrotado por detalhes

Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia

O Bahia deixou escapar a chance de somar pontos diante de um concorrente direto na parte de cima da tabela. Derrotado pelo Athletico-PR por 2 a 1 no domingo (20), na Arena da Baixada, o Tricolor teve a oportunidade de buscar o empate nos minutos finais, mas desperdiçou um pênalti. Para Rogério Ceni, a partida foi equilibrada e decidida em detalhes. 

"Eu acho que foi um jogo equilibrado. Se você olhar números também, você vai ver o equilíbrio da partida. Tivemos as nossas chances, o Athletico as deles. Acho que dois times que jogaram para frente para vencer", avaliou o treinador.

Ceni lamentou principalmente a penalidade desperdiçada no fim, que poderia ter garantido ao menos um ponto ao Bahia. O treinador também questionou a decisão da arbitragem de não revisar o lance no VAR. 

"Claro que esse pênalti no final que daria, em tese, esse ponto ele seria importante, porque o Athletico é um adversário direto, né? Numa oportunidade de classificação. De diferente mesmo o árbitro. O Daronco que é um parceiro caseiraço, né? O pênalti tinha que ter voltado. O jogador que tira a bola ele tá com o pé em cima da linha, corpo todo projetado para dentro da linha. Mas como o cara ele já tentou tudo, tudo que ele podia para olhar, para ver se ele não dava o pênalti. Como ele não conseguiu, então depois eles deram sequência a não volta do pênalti. Mas nós já estamos acostumados com Daronco. Jogo que ele apita em casa é bem provável que o time da casa vença. Então, paciência, não teve coragem, não teve culhão para mandar voltar o pênalti. Já não queria ter marcado, que dirá voltar", afirmou.

O Bahia chegou a 46 pontos e caiu para a quinta colocação, enquanto o Athletico-PR foi aos 49 e permanece em terceiro. Para Ceni, a equipe poderia ter saído de Curitiba com um resultado diferente, apesar dos erros cometidos durante a partida.

"Eu acho que hoje era possível, é um time bom do Athlético Paranaense, mas era completamente possível a gente vencer. Começamos mal, tomamos um gol, depois que tomamos o gol, aí começamos a jogar", disse.

Outro ponto destacado pelo treinador foi a ausência de Kike Olivera. Suspenso, o atacante fez falta principalmente no momento da pressão sobre a saída de bola do Furacão. Ceni afirmou que nenhum dos jogadores disponíveis consegue exercer a mesma intensidade nessa função. 

"Pesa bastante o desfalque do Kike no sentido de pressionar o Athletico Paranaense. Nós não conseguimos pressionar o Athletico Paranaense, como nós conseguimos pressionar o Remo, como nós conseguimos pressionar o Bragantino, como nós conseguimos conseguimos pressionar o Vitória. Ele nesse sentido faz muita falta e ninguém conseguiria fazer pela parte física que ele tem, conseguir pressionar tão alto. Então, hoje nos faltou um pouco mais de pressão o que deu o Athletico uma posse de bola muito parecida com a da gente. É a ausência dele, logicamente, é importante. Cada jogador que nós temos, eles são importantes", explicou.

Agora, o Bahia terá a pausa para a Data Fifa antes de voltar a campo. O próximo compromisso será contra o Palmeiras, em uma sequência que, segundo Ceni, exigirá ainda mais da equipe. O treinador também aproveitou o período para citar os recém-chegados Marco Moreno e Lautaro, que podem ganhar espaço no time após mais tempo de preparação. 
 

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