Chefe de gabinete do primeiro-ministro britânico renúncia e assume responsabilidade da indicação de Peter Mandelson, envolvido no caso Epstein
Peter Mandelson foi citado em documentos ligados ao caso

Foto: Jaimi Joy/Bloomberg via Getty Images.
O chefe de gabinete do primeiro-ministro britânico Keir Starmer, Morgan McSweeney, renunciou ao cargo neste domingo (8). Ele assumiu a responsabilidade de ter aconselhado o premiê na nomeação de Peter Mandelson, citado em documentos do caso Jeffrey Epstein, para o cargo de embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos em 2024.
“Quando questionado, aconselhei o primeiro-ministro a fazer essa nomeação e assumo total responsabilidade por esse conselho”, afirmou McSweeney em um comunicado. Além disso, o ex-chefe de gabinete pontuou que a decisão foi errada e “prejudicou nosso partido, nosso país e a confiança na própria política".
O caso tem gerado questionamento sobre a capacidade de Starmer, bem como o processo de nomeação de Mandelson, que era protegido e amigo íntimo de McSweeney.
Em resposta, o governo do premiê, que enfrenta a crise mais grave após 18 meses de poder, afirmou que vai divulgar os documentos relacionados com a nomeação do embaixador para provar que ele enganou as autoridades.
Envolvimento de Mandelson no caso Jeffrey Epstein
Segundo documentos publicados, Peter Mandelson, que também renunciou ao cargo na Câmara dos Lordes na terça-feira (3), enviou para Jeffery Epstein informações confidenciais do mercado quando ocupava o cargo de secretário de Negócios do governo britânico.
Na sexta-feira (6), a polícia do Reino Unido cumpriu dois mandados de busca e apreensão no sul da Inglaterra e em Londres contra Mandelson relacionados a uma investigação sobre má conduta em cargo público.
A polícia também recebeu um dossiê do governo sobre o político, segundo informações do governo.


