Cientistas descobrem crânio de primeira provável criatura gigante marinha da Terra
Com dois metros de comprimento, o crânio pertence a espécie de ictiossauros

Foto: Natural History Museum of Los Angeles County
O Museu de História Natural de Los Angeles anunciou a descoberta de um crânio com dois metros de comprimento que pode ter sido do primeiro animal marinho gigante do Planeta Terra. Os detalhes foram publicados em dezembro de 2021 na revista Science.
No tempo em que os dinossauros dominavam a Terra, os ictiossauros, espécie do crânio identificado, e outros répteis aquáticos (que certamente não pertencem ao clado Dinosauria) governavam inteiramente os mares e oceanos, com tamanhos proporcionais aos “colegas” terrestres.
De acordo com o principal autor do estudo, paleontólogo Martin Sander, da Universidade de Bonn (Alemanha), as primeiras descobertas desses "peixes-sáurios" ocorreram na Inglaterra e na Alemanha muito antes de os dinossauros serem conhecidos pela ciência.
Descoberta
O crânio foi encontrado junto com parte da espinha dorsal, ombro e membros dianteiros do animal em uma formação rochosa chamada Fossil Hill, nas montanhas Augusta, no estado de Nevada, nos Estados Unidos. Os ossos datam do período Triássico Médio (entre 247,2 e 237 milhões de anos) e revelam dimensões parecidas com as de um cachalote moderno: cerca de 17 metros.
Coautor do estudo, o professor Lars Schmitz, do Scripps College de Claremont, nos EUA, destaca a natureza integrativa da abordagem realizada. Primeiramente, descrevendo a anatomia do crânio gigante para relacionar o animal aos demais ictiossauros e, posteriormente, “entender o significado da nova descoberta no contexto do padrão evolutivo em grande escala do tamanho do ictiossauro e do corpo das baleias”.
O estudo concluiu que, embora ictiossauros e cetáceos tenham desenvolvido tamanhos corporais gigantescos, os primeiros podem ter se beneficiado da abundância de conodontes pelágios e amonites, semelhantes às atuais enguias e lulas, ao passo que os cetáceos seguiram outros rumos, mas também relacionados à forma de se alimentar (especialização trófica). E, apesar de não terem convivido, desenvolveram formas corporais convergentes.