Com entrega parcial prevista para julho, Salvador terá nova sede da Caixa Cultural no Pelourinho
Segundo o presidente da Caixa, a capital baiana continuará com a Caixa Cultural da Rua Carlos Gomes

Foto: Emilly Lima/Farol da Bahia
A partir de julho deste ano, turistas e baianos poderão contar com mais um equipamento cultural em Salvador: a nova sede da Caixa Cultural, que tem entrega parcial prevista para o início do segundo semestre. A formalização do projeto, com a entrega simbólica das chaves do Palacete Saldanha, que abrigará a nova sede no Pelourinho, à Caixa Econômica Federal, foi feita nesta sexta-feira (16).
Segundo o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Antônio Vieira Fernandes, o compromisso firmado é que até meado de julho deste ano, parte do equipamento já esteja disponível para o uso da população baiana e turistas.
"Essa é uma demonstração de uma entrega concreta e efetiva para esse 'povo retado'", disse ao se referir aos baianos. "Quando se falar em cultura, nós temos que nos lembrar que há menos de uma semana um baiano deu a projeção da cultura brasileira para o mundo inteiro. O Wagner Moura nos mostrou que o baiano sabe fazer e sabe fazer bem feito", acrescentou Carlos Antônio.
Ele também garantiu que a primeira sede da Caixa Cultural, localizada na Rua Carlos Gomes, permanecerá em funcionamento. "Nós já temos uma Caixa Cultural em Salvador, mas ela não vai ser fechada, ela vai permanecer, e nós teremos duas Caixas Culturais na capital", anunciou o presidente da Caixa.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), que também esteve presente no ato simbólico ao lado da ministra da Cultura, Margareth Menezes, afirmou que a cultura não pode ser vista como uma despesa ou algo caro. "Essa semana eu vi a foto da ministra com um chapéu fazendo a matemática financeira da Cultura, que a gente as vezes não quer fazer, e sempre a cultura é vista como despesa e como uma coisa cara. Eles usam esse termo mesmo "a cultura é cara", só que caro é um povo sem cultura", disse.
O gestor baiano também lembrou do governo de Jair Bolsonaro (PL), que extinguiu o Ministério da Cultura em 2019, quando assumiu a Presidência. "Nós ficamos um período em que não tivemos nenhum tipo de investimento na cultura brasileira, o que foi pior. Os estados quando não tem um governo federal organizando, eles fazem o que querem sem ter uma orquestra, e é o Ministério que faz isso", pontuou.
Já a ministra Margareth Menezes celebrou a reforma do novo monumento cultural na capital baiana e também os empregos e rendas que serão gerados a partir dele. "Esse novo monumento vai transformar esse entorno [do Centro Histórico]. Não só pela questão simbólica, da representatividade, mas da questão de geração de emprego e renda. É isso que a gente precisa entender e, para mim, é uma grande honra estar neste posto de ministra da Cultura", disse.
"As políticas culturais chegam a todos os estados brasileiros, pela primeira vez, e nós temos esse aspecto histórico de cada cidade, e Salvador precisa ter essa visão do governo federal", concluiu a ministra.
Confira a maquete do projeto

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