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Comando Vermelho utiliza clubes e pousada no Rio de Janeiro para lavar dinheiro

A Operação Quimera que investiga o caso foi deflagrada no início desta terça-feira (4).

Por Da Redação
Às

Comando Vermelho utiliza clubes e pousada no Rio de Janeiro para lavar dinheiro

Foto: Divulgação

A Polícia Civil do Rio de Janeiro, com apoio do Ministério Público, iniciou uma operação que tem como alvo a exploração de clubes recreativos para lavar dinheiro do Comando Vermelho (CV). A Operação Quimera foi deflagrada no início desta terça-feira (4). 

Os agentes saíram para cumprir mandados de busca e apreensão em 10 endereços da cidade, esquema movimentou cerca de R$ 11 milhões. Dentre eles o Várzea Country Clube, em Água Santa, na Zona Norte do Rio de Janeiro e uma pousada em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos. 

As investigações iniciaram em 2025, após uma denúncia feita pelos dirigentes do Social Clube Marabu, no Encantado. Segundo eles, o tráfico de drogas do Morro do Dezoito estaria exigindo R$ 6 mil mensais para permitir o funcionamento e que o CV teria tentado tomar a gestão do espaço. 

Os agentes identificaram que um esquema semelhante estava ocorrendo no Várzea Country Clube, onde os traficantes colocaram pessoas de confiança para administrar o estabelecimento. 

“Verificamos que o Várzea estava sem presidente formalmente constituído e, mesmo assim, funcionava normalmente, promovendo festas, eventos e serviços. Com isso, nós conseguimos identificar um núcleo familiar que administrava informalmente aquele clube e movimentou R$ 11 milhões em menos de 6 meses", explicou a delegada Kely Goularte em entrevista ao G1. 

A partir de análise dos relatórios de inteligência financeira, foram identificadas movimentações milionárias incompatíveis com a renda declarada dos investigados. Também foi verificado uma intensa circulação de recursos financeiros entre familiares, empresas e pessoas físicas por meio de transferências bancárias, depósitos em espécie e operações fracionadas via PIX. 

Também foi identificada a ligação da facção com a pousada Menino do Rio, em Armação dos Búzios, apontada como um dos potenciais locais que foram utilizados para lavar recursos do tráfico de drogas. O local possui apenas 16 quartos, 5 funcionário e diárias em torno de R$540 em alta temporada. 

Contudo, eram movimentados cerca de R$ 3,44 milhões em pouco mais de 6 meses, além de registrar mais de 600 depósitos, somando aproximadamente R$ 955 mil. 
 

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