Comparada à de Bolsonaro em 2022, aprovação de Lula em 2026 acende alerta
Popularidade do governo vira termômetro para presidente que busca reeleição

Foto: Ricardo Stuckert/PR
A história política recente do Brasil mostra que a avaliação de um governo não é apenas uma estatística de popularidade. Para um presidente que busca a reeleição, os índices de aprovação e desaprovação funcionam como importantes indicadores da percepção do eleitorado sobre a gestão e ajudam a dimensionar o cenário da disputa.
Um levantamento feito pelo Farol da Bahia, com base em pesquisas eleitorais divulgadas antes do primeiro turno, mostra que presidentes que chegaram à eleição com avaliações positivas tiveram um cenário mais favorável para a continuidade no poder, como aconteceu com Fernando Henrique Cardoso e Dilma Rousseff.
Já índices elevados de desaprovação representaram um desafio maior para quem buscava um novo mandato.
Um exemplo recente foi a eleição de 2022, quando a disputa ficou concentrada entre Jair Bolsonaro (PL), que tentava a reeleição, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Apesar de ocupar a Presidência e contar com a estrutura do governo durante a campanha, Bolsonaro tornou-se o único presidente, desde a instituição da reeleição, a não conseguir um segundo mandato.
Em setembro de 2022, os números de uma pesquisa Genial/Quaest já mostravam um cenário desfavorável para o então presidente. Naquele momento, 32% dos entrevistados aprovavam seu governo, enquanto 39% o desaprovavam.
No mesmo período, Bolsonaro aparecia com 34% das intenções de voto, atrás de Lula, que liderava com 44%.
A vitória de Lula veio no segundo turno. Ele obteve 50,90% dos votos válidos, o equivalente a 60.345.999 votos, contra 49,10% de Bolsonaro, que recebeu 58.206.354 votos.
O cenário apertado de 2026 preocupa
Quatro anos depois, a avaliação do governo volta a representar um desafio para Lula, que busca o quarto mandato.
Na pesquisa Genial/Quaest mais recente, divulgada nesta sexta-feira (25), Lula aparece com 37% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registra 33%. Ao mesmo tempo, 50% dos entrevistados desaprovam o governo Lula, contra 44% que aprovam.
O cenário chama atenção porque, apesar de ter uma aprovação superior à registrada por Jair Bolsonaro em setembro de 2022, Lula chega à reta eleitoral com uma desaprovação elevada e uma disputa mais apertada nas intenções de voto.
Naquele momento, Bolsonaro tinha 32% de aprovação e 39% de desaprovação. Agora, Lula registra 44% de aprovação e 50% de desaprovação, enquanto aparece com 37% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro.


