Conta da Defesa Civil do Pará foi responsável por alerta de 'misantropia' emitido em Salvador e outras capitais brasileiras
Alertas foram emitidos entre noite de sexta-feira (19) e madrugada de sábado (20)

Foto: Arquivo/Farol da Bahia | Reprodução/Fabio Souto/ Pexels
Duas contas vinculadas à Defesa Civil do Pará foram usadas para emitir dez alertas públicos falsos entre a noite de sexta-feira (19) e madrugada de sábado (20). Os alertas de nível extremo foram enviados a seis capitais, três estados e o Distrito Federal, entre esses está o aviso de 'misantropia' que atingiu dispositivos em Salvador.
A informação foi confirmada em documento do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional enviado à Polícia Federal. No documento, é relatado que houve "acesso indevido" à Interface de Divulgação de Alertas Públicos, a IDAP, plataforma utilizada para compartilhar avisos oficiais à população em situações de risco.
Na ocasião, os alertas foram emitidos após um ataque cibernético. Os primeiros alertas foram enviados às 23h41 e 23h45 da sexta-feira. A conta de um agente de proteção e defesa civil do Pará teria sido responsável por emitir o alerta, e foi bloqueada pela equipe técnica do ministério da Integração.
Posteriormente, os alertas que atingiram Salvador e demais capitais brasileiras foram enviados entre 1h20 e 1h23 do sábado, por outra credencial da mesma instituição vinculada ao Pará.
Além de Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Rio Branco também receberam os alertas de "misantropia", categorizada como alagamentos, tornados e deslizamentos. Os mesmos avisos foram enviados em proporção estadual para São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal.
Já em Belo Horizonte, o único comunicado enviado por mensagem de texto mencionava um suposto "ataque alienígena”. O Ministério da Integração afirmou que, "as mensagens registradas não apresentam conteúdo técnico, institucional ou compatível com os protocolos de Proteção e Defesa Civil. Ao contrário, contêm expressões ofensivas, incoerentes e sem relação com eventos reais, incluindo termos como 'misantropia', 'misantropo e menção a 'ATAQUE ALIENÍGENA'.
O caso foi comunicado à Diretoria de Tecnologia da Informação do ministério, que passou a discutir novas medidas de contenção. A Polícia Federal foi chamada e abriu uma investigação preliminar para apurar os fatos.


