Copa do Mundo tem sete casos ou acusações de racismo em 2026 e Mbappé é principal alvo
Esse é a primeira Copa do Mundo em que a Fifa adota um protocolo antirracismo durante as partidas

Foto: Reprodução/Instagram @k.mbappe
A Copa do Mundo contabiliza, desde que iniciou no dia 11 de junho, pelo menos sete casos ou acusações de racismo envolvendo jogadores, árbitros, autoridades, influenciadores e figuras públicas.
O episódio recente ocorreu nesse domingo (12), quando políticos franceses denunciaram um artigo escrito pelo ex-presidente do governo da Espanha, Mariano Rajoy, por afirmar que a seleção da França "já não tinha franceses".
A polêmica provocou reação de políticos da França, que classificaram o texto como racista e xenófobo.
Esse é a primeira Copa do Mundo em que a Fifa adota um protocolo antirracismo durante as partidas, que vê a interrupção do jogo em caso de manifestações discriminatórias, apesar de ainda não ter sido acionado. Por outro lado, segundo a entidade, houve um aumento expressivo dos ataques racistas nas redes sociais.
Desde o início do torneio, foram identificadas 89 mil publicações abusivas 13 vezes maior do que na Copa de 2022, sendo 11% delas de caráter social.
Neste ano, o principal alvo tem sido o atacante francês Kylian Mbappé, vítima em mais de um episódio, individualmente e com os seus companheiros.
Após a eliminação do Paraguai, a senadora Celeste Amarilla publicou mensagens ofensivas contra Mbappé nas redes sociais, chamando o atacante de "arrogante" e "feio", além de outras ofensas. "Esse bruto nem aprendeu a escrever. Em vez de leite materno, mamou em cocos, e os seres mais instruídos que ouviu foram chimpanzés", publicou ela.


