CPI da Covid ouve hoje o empresário da Belcher Farmacêutica e mira na relação dele com Ricardo Barros
O interrogatório também buscar entender como foi realizada a negociação dos imunizantes

Foto: Reprodução/Agência Senado
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 ouve, nesta terça-feira (24), o sócio da Belcher Farmacêutica, Emanuel Catori. Os senadores também devem focar na relação da empresa com o líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), sobre as negociações da importação de 60 milhões de imunizantes do laboratório CanSino, a R$ 5 bilhões, e de 9 milhões de doses da CoronaVac, da Sinovac Biotech.
O interrogatório feito pelos senadores vai buscar entender como foi realizada a negociação. Os parlamentares têm em mãos uma carta da Belcher ao Ministério da Saúde sobre a importação de 8 milhões de doses da CoronaVac, além da compra de 1 milhão de doses do imunizante.
As cartão são de março. Em 1º de abril, o ministério concordou com o processo envolvendo as 8 milhões de doses e, em 19 de abril, com a importação de 1 milhão de doses. As informações são dos senadores, conforme o documento obtido.
Os parlamentares também devem perguntar sobre o advogado Flávio Pansieri, que aparece atuando nas negociações envolvendo a CanSino, segundo informações da CPI. Pansieri foi advogado de Barros e sócio em um escritório de advocacia do genro do deputado, Diego Campos.
A estimativa dos senadores é concluir todos os trabalhos entre 15 e 25 de setembro, antecipando o prazo inicial, que seria de 5 de novembro.