CPI do Crime Organizado convocará empresário ligado ao Master

Empresário também teria ligação com narcotraficante espanhol Oliver Ortiz

Por Da Redação
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CPI do Crime Organizado convocará empresário ligado ao Master

Foto: Divulgação, Rovena Rosa / Agência Brasil

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou nesta terça (31) a convocação do empresário Yan Felix Hirano, "suposto facilitador da fase de colocação de recursos ilícitos no sistema financeiro formal", ligado ao Banco Master. 

Conforme requerimento apresentado pelo relator Alessandro Vieira (MDB), o empresário também tem ligação com o narcotraficante espanhol Oliver Ortiz de Zarate Martin, preso em 2013 no Rio de Janeiro. Ele foi condenado a 16 anos de prisão por lavagem de dinheiro e tráfico internacional de cocaína. As informações são do portal Metrópoles. 

O traficante lavava recursos do tráfico utilizando empresas de fachada, registros em nomes de laranjas e aquisição de imóveis abaixo do valor de mercado.

Yan Felix e Oliver Ortiz  seriam vendedores em um contrato de promessa de compra de dois imóveis em Queimados, no Rio de Janeiro. Os compradores são a empresa Agera Negócios Imobiliários Ltda. e o fundo de investimento imobiliário Aquilla FII. O fundo investiu no Fundo São Domingos, utilizado na aquisição do Banco Máxima, nome anterior do Master antes de Vorcaro assumir a instituição, em 2017.

"A triangulação indica, segundo apurações em curso, que recursos possivelmente de origem ilícita teriam sido introduzidos em fundos regulados pela CVM, percorrido estruturas do Grupo Aquilla e alcançado a aquisição da instituição que se tornaria o Banco Master", diz o requerimento do relator Alessandro Vieira.

Ainda conforme o requerimento, documentos da Comissão de Valores Imobiliários (CVM), de outubro de 2015, indicam que Oliver Ortiz participava de fundos geridos pela securitizadora e administradora Foco DTVM, atualmente como o nome Sefer Investimentos. Ortiz figurava como cotista tanto em nome próprio quanto por meio de empresas ligadas a ele.

A Sefer Investimentos foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero. 

"Investigadores identificaram a criação de uma offshore nas Bahamas vinculada à Sefer constituída apenas nove dias após o Banco Central decretar a liquidação do Banco Master. É nesse cenário que se insere o Senhor Yan Felix Hirano", diz trecho de documento da CPI.

O requerimento também indica que o Grupo Aquilla, então controlador da Foco, tinha como principal executivo o operador financeiro Benjamim Botelho de Almeida.

Ex-funcionário do Banco Garantia, ele teria atuado como intermediário entre Vorcaro e o Banco Máxima em 2017, para compra da instituição. Ainda conforme o texto, o Ministério Público Federal (MPF) chegou a denunciá-lo por gestão fraudulenta da instituição, utilizando o fundo Aquilla Veyron FIM para inflar artificialmente o valor de investimentos e esconder falta de capital.

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