Crea-BA pode eleger primeira mulher presidente após nove décadas

As eleições do Sistema Confea/Crea e Mútua ocorrerão no dia 3 de julho, de forma integralmente digital

Por Da Redação
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Crea-BA pode eleger primeira mulher presidente após nove décadas

Foto: Divulgação

Rute Carvalhal — engenheira civil, geógrafa, engenheira de segurança do trabalho, administradora de empresas e mestre em Saúde, Ambiente e Trabalho — é a única mulher a concorrer à presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA). Caso seja eleita, será a primeira mulher a ocupar o cargo em 92 anos de história da instituição.

As eleições do Sistema Confea/Crea e Mútua ocorrerão no dia 3 de julho, de forma integralmente digital. Na Bahia, segundo dados do conselho federal, dos mais de 75 mil profissionais registrados, cerca de 50 mil estão aptos a votar. Este número pode aumentar, desde que engenheiros, agrônomos, geólogos, geógrafos, geocientistas, tecnólogos e técnicos de segurança do trabalho regularizem sua situação junto à autarquia.

De acordo com a candidata, a engenharia, a agronomia e as geociências são verdadeiros motores do PIB baiano. Por isso, ela acredita que o Crea precisa deixar de ser um cartório burocrático para se tornar um indutor de inovação e segurança. "Assumo o compromisso de liderar uma gestão focada na valorização real dos nossos profissionais e na segurança da sociedade baiana", afirma.

Rute Carvalhal sustenta esse comprometimento com a experiência de quem conhece a fundo os desafios do Sistema. Ela possui mais de 30 anos de trajetória, com passagens marcantes pela Coordenação Nacional de Engenharia Civil do Confea, pela Câmara de Engenharia Civil do Crea-BA e pelo Programa Mulher do Crea-BA no Nordeste, tendo sido a única mulher presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Civis – Departamento Bahia em 40 anos de entidade, além de ter integrado diversos conselhos no estado.

Para a gestão 2027-2029, a engenheira defende um plano focado na modernização da categoria e na entrega de resultados concretos à sociedade. "Vamos transformar a autarquia em uma instituição digital, ágil e socialmente relevante. A estratégia propõe a desburocratização por meio da Inteligência Artificial, a defesa firme do piso salarial, um amplo programa de engenharia pública, maior integração com as universidades e o fortalecimento de iniciativas de equidade, como o Crea-Mulher", destaca.

O Programa de Engenharia Pública é uma das principais bandeiras da candidata. "O Crea vai assumir seu papel como agente de segurança pública e de desenvolvimento social. Vamos oferecer experiência prática supervisionada para jovens recém-formados e garantir suporte técnico qualificado para prefeituras que hoje carecem de engenheiros para obras e regularização fundiária", promete.

Fundado em 23 de abril de 1934 como a 3ª Região do Sistema Confea/Crea, o Crea-BA consolidou-se como uma autarquia federal responsável por fiscalizar o exercício ético da engenharia, da agronomia e das geociências no estado, atuando na capital e no interior por meio de inspetorias e escritórios regionais.

Conforme acrescenta Rute, o voto dos profissionais é um instrumento essencial para o fortalecimento institucional do Crea-BA e para a valorização da categoria. "Conclamo todos os profissionais a participarem do processo eleitoral, não apenas para legitimar a gestão escolhida, mas também para contribuir com a construção de um conselho mais representativo, alinhado às reais demandas da sociedade e dos profissionais", conclui.

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