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Datafolha: na última pesquisa do segundo turno, Flávio e Lula estão empatados tecnicamente

O Datafolha entrevistou 4.050 pessoas nos dias 23 e 24 de outubro

Por FolhaPress
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Atualizado
Datafolha: na última pesquisa do segundo turno, Flávio e Lula estão empatados tecnicamente

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado | Marcelo Camargo/Agência Brasil

IGOR GIELOW - (FOLHAPRESS) - A campanha presidencial mais acirrada desde a redemocratização brasileira de 1985 chega ao fim neste domingo (25) com um segundo turno eletrizante: o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 51% dos votos válidos e o presidente Lula (PT), 49%, segundo o Datafolha. Pesquisa realizada na sexta-feira (23) e neste sábado (24) ouviu 4.050 eleitores e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos.

Voto válido é o critério adotado pelo Tribunal Superior Eleitoral para a divulgação dos resultados do pleito. Ele exclui os votos em branco e nulos e, na pesquisa, os indecisos. Na quinta-feira (22), na rodada anterior do Datafolha, havia empate com ambos os candidatos marcando 50% dos válidos em números arredondados. No começo da campanha do segundo turno, a distância entre Flávio e Lula era de quatro pontos nos válidos. Com a disputa parelha, detalhes em microgrupos fazem a diferença, assim como o vital fator da abstenção, que chegou a 21,08% no primeiro turno.

A tentativa de convencer o eleitor a ir votar é um dos motores da campanha de Lula no segundo turno, dado que grupos que tendem a escolher o petista são usualmente os que mais faltam às urnas. Mas um dado da abstenção no primeiro turno chamou a atenção: o grupo em que ela mais cresceu foi o de jovens de 21 a 24 anos, chegando a 1/4 deles. Assim, a guinada da campanha do PT em direção às redes sociais e à mobilização puxada por estudantes nas ruas é algo a ser observado.

O crepúsculo da campanha foi marcado por uma intensa movimentação em torno do TSE e pelo debate presidencial da noite de sexta na Globo. O tribunal foi instado a se posicionar sobre um estratagema lançado por Lula no debate do domingo (18) na Band, quando desafiou Flávio e família a abrir o sigilo em troca do mesmo de seu lado. Subsistiu um bate-boca com o senador ao fim aceitando de forma condicional a iniciativa.

O TSE resolveu a questão dizendo que ambos eram livres para fazer o que quisessem, sem interferência judicial. Nada passou de uma artimanha, até pelo tempo exíguo para levantar dados e analisá-los de forma séria, com prejuízo político maior a Flávio. Nesta sexta, um ministro da corte também decidiu que, a despeito das dúvidas colocadas na véspera pelo presidente Kassio Nunes Marques, o TSE não poderia suspender o canal de WhatsApp "Exército do Lula", motor da virada digital da campanha petista.

Já o debate na Globo ocorreu sob forte expectativa, após o agressivo encontro na Band. O encontro teve mais ataques mútuos do que propostas, mas foi bastante mais comedido do que o anterior. O senador novamente foi grosseiro com o presidente, chamando-o de nove dedos, e acabou perdendo o controle de sua bandeira de rigidez na área de segurança pública com a presença e a citação à mãe da menina Ana Clara, morta por um policial que Flávio defendeu como advogado.

A pesquisa foi encomendada pela Folha e pela TV Globo, e está registrada no TSE sob o código BR-09540/2026.

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