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Denunciado por tortura pelo MP, presidente da Bamor enviava áudios relatando planos para sessões de agressão

As gravações ainda mostram que Matheus Castro garantia que nenhum envolvido seria responsabilizado.

Por Da Redação
Às

Atualizado
Denunciado por tortura pelo MP, presidente da Bamor enviava áudios relatando planos para sessões de agressão

Foto: Matheus Pires Castro, presidente da Bamor. Créditos: Reprodução.

O presidente da Bamor, Matheus Pires Castro, denunciado pelo Ministério Público (MP) pela tortura de ao menos duas pessoas na sede da torcida, enviava áudios descrevendo as agressões que seriam desferidas contra as vítimas, bem como garantido a falta de consequências para os atos . As mensagens foram divulgadas pelo site G1 e pela TV Bahia, afiliada da Globo. 

“Amanhã é tirar a saúde dele. Vamos pegar até uns alicates para a gente arrancar as unhas dele”, disse em uma das gravações. Em outra ele afirmou que causaria um ferimento na cabeça da vítima: “A gente vai abrir logo a cabeça dele lá no meio, essa desgraça”.

Em outras mensagens, o denunciado dispensou a presença nas sessões de integrantes que tiverem "nojo a sangue", bem como aqueles que poderiam demonstrar compaixão ou tristeza em relação as vítimas ou tivessem receio quanto o caso chegar ao conhecimento de autoridades.   
      
"Então, quem for amigo, quem ficar com pena, quem falar que pode dar merda porque a família pode correr atrás, que pode dar polícia, nem vá para a reunião. Deixa que quem quiser resolve, entendeu? Porque amanhã ele vai ter que sair com a mão esmagada para, de lá, ele fazer cirurgia. Tem que se foder e apanhar mesmo para servir de exemplo", afirmou. 

Mathues, inclusive, negava qualquer possibilidade de responsabilização dos envolvidos nos crimes. 

"Porra nenhuma, meu irmão, que nada. Vai dar porra nenhuma, irmão", declarou. 
       
Além do presidente, outras nove pessoas entre dirigentes e integrantes foram denunciados pelo MP em 2 de outubro pelos crimes de organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça, relacionados a agressões realizadas no mês de julho. 

Segundo o órgão, um ex-líder de arquibancada e  encarregado pelo sistema de cadastro de associados de 18 anos e um prestador de serviços de tecnologia, apontados pelo grupo como responsáveis por fraudes, foram submetidos a espancamentos, ameaças, sufocamento e simulação de afogamento, incluindo o uso de um taco de beisebol, martelo e alicate.    

Sobre as acusações, o advogado de defesa de Matheus e de Luciano Venâncio, vice-presidente da Bamor, afirmou que seus clientes são inocentes. 

Já em nota divulgada nas redes sociais no dia 30 de setembro, a torcida organizada afirmou que "não apoia nem compactua com condutas ilícitas" e que "eventuais responsabilidades" devem ser "apuradas de maneira individualizada. 

Confira os áudios: 
 

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