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Desconfiança na Corte chega a 56% e maioria dos brasileiros apoia mudanças no STF; diz Quaest

Em outro tópico da pesquisa, 63% somados dos entrevistados dizem que o Caso Master impacta negativamente o STF

Por Da Redação
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Desconfiança na Corte chega a 56% e maioria dos brasileiros apoia mudanças no STF; diz Quaest

Foto: Antonio Augusto/STF

A maioria dos brasileiros defende o aumento de exigências para nomeação de ministros a uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma pesquisa da Quaest, divulgada nesta segunda-feira (14), mostra que 53% dos entrevistados concordam com a adoção de um código de ética e de mandado fixos para ministros.

A pesquisa entrevistou 2.004 brasileiros entre os dias 10 e 13 de setembro. O questionário apresentava seis propostas de mudança na Corte e podiam responder se eram favoráveis ou contrários a cada uma delas.

Segundo a pesquisa:

53% disseram ser favoráveis a "estabelecer um mandato com tempo fixo para os ministros".

30% foram contra a medida.

4% disseram "nem a favor, nem contra".

13% não souberam responder.

Exigências:

68% se mostram favoráveis a "aumentar as exigências" para a chegada de novos magistrados ao Supremo.

50% responderam que apoiam que o Congresso Nacional e o Judiciário possam indicar magistrados para a Corte (atualmente a escolha é feita pelo presidente).

Caso Master

46% dos entrevistados consideram que o Caso Master afeta negativamente todos os Poderes.

17% considera que afeta apenas o STF.

Outros 15% apontam que afeta apenas a Família Bolsonaro e o governo anterior.

Para outros 9%, o impacto negativo recai apenas para o governo Lula e políticos do PT.

2% dos entrevistados consideram que a situação é prejudicial ao Banco Central.

1% aponta que impacta no Congresso Nacional; outros 1% crê que não afeta nenhum deles.

17% não souberam responder.

Desconfiança

O levantamento mostra que 56% dizem "não confiar" no Supremo Tribunal Federal. Por outro lado, 9% dizem "confiar muito"; 30% apontam "confiar pouco".

O número subiu dez pontos em relação à pesquisa passada, divulgada no mês de agosto.

O levantamento acontece em maio, em meio a uma crise no STF, em que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça foram citados nas investigações do Caso Master.

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