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Diferença entre Flávio e Lula é a menor da história no 1º turno em eleição presidencial

Como nem Lula nem Flávio alcançaram mais da metade dos votos válidos, os eleitores voltam às urnas no dia 25 de outubro para decidir o próximo presidente

Por FolhaPress
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 Diferença entre Flávio e Lula é a menor da história no 1º turno em eleição presidencial

Foto: Reprodução

A diferença entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) é a menor já registrada em um primeiro turno de eleição presidencial desde a redemocratização. Com 99,7% das urnas apuradas, o senador recebeu 47,09% dos votos válidos, ante 45,08% do rival.

O recorde anterior era de 2022, quando Lula obteve 48,43% dos votos válidos e Jair Bolsonaro (PL), 43,2%, uma distância de 5,23 pontos percentuais. Em 2026, a margem ficou em dois pontos percentuais.

Atrás dos primeiros colocados, ficaram Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).

Como nem Lula nem Flávio alcançaram mais da metade dos votos válidos, os eleitores voltam às urnas no dia 25 de outubro para decidir o próximo presidente.

SÉRIE HISTÓRICA   

Antes de 2022, a menor diferença entre os dois primeiros colocados no primeiro turno havia sido a das eleições de 2006, que teve Lula, com 48,61%, e Geraldo Alckmin (PSDB), 41,64%. A distância entre os dois candidatos neste caso foi de quase sete pontos percentuais.

No outro extremo estão as eleições de 1994 e 1998, vencidas por Fernando Henrique Cardoso (PSDB) já no primeiro turno. Em 1994, ele obteve 54,3% dos votos válidos, contra 27% de Lula, uma vantagem de 27,3 pontos percentuais, a maior da série. Em 1998, FHC teve 53,06%, e Lula, 31,71%, diferença de 21,35 pontos.

Em 2002, a vantagem entre primeiro e segundo colocados também foi grande, de 23,24 pontos percentuais. Lula chegou ao primeiro turno com 46,44% dos votos válidos, contra os 23,2% de José Serra (PSDB).

Em 1989, na primeira eleição direta após a ditadura, Fernando Collor (então no PRN) obteve 30,48%, e Lula, 17,19%, diferença de 13,29 pontos. Em 2010, Dilma Rousseff teve 46,91%, e José Serra, 32,61% (14,3 pontos). Em 2018, Jair Bolsonaro (então no PSL) alcançou 46,03%, e Fernando Haddad (PT), 29,28% (diferença de 16,75 pontos).

Desde 1989, sete eleições presidenciais foram decididas em segundo turno, e em todas venceu quem havia liderado a primeira votação: Collor (1989), Lula (2002 e 2006), Dilma (2010 e 2014), Bolsonaro (2018) e Lula novamente (2022).

O segundo turno de 2022, entre Lula e Bolsonaro, foi o mais apertado da série, com uma diferença de apenas 1,8 pontos percentuais. O petista teve 50,9%, contra 49,1% do adversário.

Na sequência, a disputa mais acirrada de segundo turno foi em 2014, quando Dilma venceu Aécio Neves por 51,64% a 48,36%, uma margem de 3,28 pontos.

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