Dino autoriza abertura de terceiro inquérito contra Lulinha por suposto tráfico de influência
Lulinha já foi alvo de outros dois inquéritos por supostos envolvimentos com o "careca do INSS" e corrupção

Foto: Reprodução: STF/ redes sociais
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), permitiu a abertura do terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), solicitado pela Polícia Federal (PF).
A investigação foi pedida pela PF por suspeitas de tráfico de influência envolvendo Luinha e aliados. Além disso, Dino também autorizou a abertura de uma quarta investigação relacionada ao caso, mas que apura o vazamento de informações sigilosas do inquérito. A investigação tramita sob sigilo e não há ainda detalhes do objeto que direciona a investigação.
Lulinha já é alvo de outras duas investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal. Em 30 de julho, o ministro André Mendonça autorizou a abertura de uma investigação para apurar suspeitas de tráfico de influência e corrupção no Ministério da Saúde.
Segundo a PF, Lulinha teria agido em favor dos interesses ligados ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS".
No dia posterior, Mendonça determinou a abertura de um segundo inquérito para apurar se Lulinha favoreceu empresários interessados em fechar negócios com a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência, a Dataprev, e outros órgãos do governo federal.
A defesa de Lulinha afirma que recebe com tranquilidade a abertura do novo inquérito e disse que confia na condução do magistrado Flávio Dino.
Os advogados de Lulinha também apontam que o vazamento seletivo e criminoso de informações da investigação vem de setores da Polícia Federal, que estariam sendo usados como instrumentos de interesses políticos eleitorais, apesar de reconhecerem os esforços da direção-geral da corporação para preservar sua autonomia e independência.


